Clepsidra
07/09
A Alma Azul, para assinalar os 100 anos da primeira edição de Clepsidra e para homenagear Eugénio de Andrade, promove, no próximo dia 7 de setembro, uma leitura informal do texto Camilo Pessanha, O Mestre, em Póvoa de Atalaia, aldeia natal de Eugénio de Andrade, que escreve num registo confessional, a sua descoberta da poesia; e a afirmação de que sempre se considerou um discípulo do poeta do autor de Clepsidra.
A Alma Azul oferece, simbolicamente, um dos exemplares de Clepsidra, de Camilo Pessanha, que nasceu em Coimbra, a 7 de setembro de 1867; editado em 1994 em Coimbra, com o texto de Eugénio de Andrade, à União das Freguesias de Póvoa de Atalaia e Atalaia do Campo; e na aldeia natal do poeta de Escrita da Terra, a Alma Azul distribui a revista A Mar Arte, de 1996, onde o texto de Eugénio de Andrade, Camilo Pessanha, O Mestre também foi publicado.
A Alma Azul recorda que “em 27 de fevereiro de 1994, através de um postal manuscrito, o poeta Eugénio de Andrade autorizava a publicação do texto Camilo Pessanha, o Mestre, numa edição de Clepsidra que a A Mar Arte pretendia publicar nesse ano em Coimbra.
A partir de 1999, esse mesmo texto faz parte das três edições de Clepsidra, de Camilo Pessanha, que a Alma Azul editou na sua coleção de poesia.
Clepsidra é o único livro de poesia de Camilo Pessanha, editado pela primeira vez em 1920, há precisamente 100 anos, por Ana Castro Osório, o grande amor na vida de Camilo Pessanha, e o seu filho João Castro Osório, na altura com apenas 21 anos.
O livro é uma referência na Alma Azul, não só editorial, mas também de projetos ligados à promoção e divulgação da leitura.
Um desses momentos, que podemos classificar de histórico, aconteceu no dia 7 de setembro de 2017, na Casa Fernando Pessoa, com a leitura integral de Clepsidra, por 40 leitores, entre eles o ator João Grosso; a diretora da Casa Fernando Pessoa, Clara Riso; o divulgador pessoano Ricardo Belo de Morais; a diretora da Biblioteca Municipal da Sertã, Ana Sofia Marçal; o poeta, ficcionista e professor, António Jacinto Pascoal; entre outros.
A leitura assinalava os 150 anos do nascimento de Camilo Pessanha, poeta adulado por Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, da geração de Orpheu, que rompia, no início de Século XX, muito do ranço poético que Eugénio de Andrade refere e denuncia também no seu texto, todo ele uma declaração de amor à poesia e ao seu mestre Camilo Pessanha.
De referir que antes desse histórico mês de setembro de 2017, a Alma Azul promoveu leituras integrais de Clepsidra, de Camilo Pessanha, no Museu Nacional Machado de Castro, em 2014; e na Universidade de Coimbra, em 2016”.