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13 de setembro de 2017

PATRIMÓNIO
Intervenção no Forte das Batarias valoriza património militar

A intervenção no Forte das Batarias, localizado na Catraia, que permitiu a sua recuperação e preparação para visita, é o culminar das escavações arqueológicas realizadas neste reduto militar desde 2007, que permitiram conhecer melhor esta infraestrutura. A instalação de um passadiço metálico cria condições de observação do forte, construído em 1762 durante a Guerra dos Sete Anos, integrado na Linha Defensiva das Talhadas-Moradal, que abrangia mais redutos militares nestas duas serras dos concelhos de Proença-a-Nova, Oleiros e Vila Velha de Ródão.
O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, afirma que “os trabalhos arqueológicos desenvolvidos no Forte das Batarias permitem-nos agora tirar partido daquilo que é a nossa história, transformando-a num produto turístico, visitável e que ainda tem muito potencial a ser explorado, porque está inserido num sistema defensivo mais alargado, com fortes, baterias e trincheiras que ainda não foram estudadas”.
João Lobo acrescenta que “é objetivo do município continuar a investir no estudo dos vestígios históricos do nosso concelho, para aumentarmos o conhecimento sobre o território e daí, também, retirar dividendos turísticos já que são importante fator de atratividade, aliando o turismo e o conhecimento”.
Para além do passadiço, foram colocados painéis informativos que explicam ao visitante o contexto em que o forte foi construído e o que é possível observar no seu interior, nomeadamente as duas estruturas negativas, o paiol e o armazém, que serviam para armazenamento de armas, pólvora e mantimentos durante os períodos em que a estrutura militar foi utilizada. Em 1762, na Guerra dos Sete Anos, e em 1801, na Guerra das Laranjas.
O Núcleo da Catraia, como é referido nas fontes documentais, tem cinco fortes e várias baterias e trincheiras. “Este núcleo, implantado nas serranias, batia todo o território a este da Ribeira do Alvito e o principal ponto de travessia da Ribeira, o mesmo onde hoje está a ponte, que nessa época não existia. Era o coração da linha defensiva, onde se deu um confronto em 1762, estando o caminho de retirada, em caso de necessidade, ao longo da Estrada Real protegido por redutos, um deles um forte, em locais de difícil passagem”, lê-se num dos painéis.
Os trabalhos arqueológicos realizados permitiram encontrar diversos achados dos dois períodos de ocupação, nomeadamente balas de canhão, moedas, cerâmicas diversas e uma curiosa pedra com palavras.
O forte foi parcialmente reconstruído, nomeadamente parte das paredes de xisto que foram caindo ao longo dos últimos dois séculos e uma canhoeira que tinha sido destruída aquando do incêndio de 2003. As restantes estruturas, fosso e declives, foram devidamente limpas e colocadas a descoberto, permitindo realçar um reduto que, sendo aparentemente temporário, chegou aos nossos dias revelando parte da história do Concelho.

13/09/2017
 

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