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31 de janeiro de 2018

ÁLVARO BATISTA E HORTENSE MARTINS DISCUTEM ABANDONO DO INTERIOR BEIRÃO
Afinal de quem é a culpa?

O deputado do Partido Social Democrata (PSD) eleito pelo Círculo Eleitoral de Castelo Branco, Álvaro Batista, na intervenção que realizou na passada quarta-feira, dia 24 de janeiro, na Assembleia da República, abordou o problema da interioridade.
No início da intervenção afirmou que queria “deixar um testemunho da realidade, crua e dura que se continua a viver no meu círculo eleitoral. Hoje quero falar no abandono a que este Governo votou o Distrito de Castelo Branco”.
Com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no que se refere ao índice de envelhecimento, Álvaro batista afirmou que “no meu círculo eleitoral o concelho que apresenta o pior índice é do de Vila Velha de Ródão, com uns absolutamente impressionantes 803,9 idosos por cada 100 jovens”. Recordou que “Vila Velha de Ródão, concelho do Distrito de Castelo Branco, tinha em 1940 perto de 10 mil residentes, tendo vindo a perder consecutivamente população desde essa altura. Em 2015 havia ali apenas 3.304 habitantes”. Motivo que o leva a perguntar “o que se pode fazer num concelho com 3.304 habitantes, uma curva demográfica a a descer consecutivamente há quase 80 anos e 803,9 idosos por cada 100 jovens”.
O deputado realçou que este problema não se limita a este concelho “mas a todo o Distrito, no seu conjunto, não existindo um único concelho que tenha conseguido manter o número de habitantes que tinha em 1940”.
Avançou que “Penamacor perdeu 71 por cento da população, Vila de Rei 63 por cento, Proença-a-Nova tem agora menos 58 por cento das pessoas e o campeão é Idanha-a-Nova, que tem hoje menos 74 por cento das pessoas que teve na década de 40”.
Passando para a área da economia garantiu que “todos os concelhos do Distrito de Castelo Branco apresentam um poder de compra per capita inferior à média nacional. Idanha-a-Nova e Proença-a-Nova não chegam a 70 por cento e a Sertã e Belmonte apenas conseguem chegar aos 75 por cento. Aqui Penamacor tem o poder de compra mais baixo, 60 por cento da média nacional”.
Ainda com o Interior no cento da atenções, Álvaro Batista, defendeu que “é lamentável que não existam reais medidas de discriminação positiva para os territórios de baixa densidade”, argumentando que “enquanto o Governo PSD/CDS procurava salvar o País da banca rota em que foi colocado pelo Governo de José Sócrates, o PS lavava as mãos, como Pilatos, e prometia à boca cheia, no Distrito de Castelo Branco, que quando voltasse a ser Governo iria, de imediato, acabar com as portagens da A23”.
Matéria em que questiona se tal foi cumprido, para garantir que “não”. Não cumpriram, aliás, primeiro aumentaram as portagens, para depois fazer a pantomina de as baixar. Afinal para ficar tudo igual”.
Ainda com destaque para as vias de comunicação, Álvaro Batista recorda que no Distrito de Castelo Branco “há dois eixos viários essenciais para o desenvolvimento de toda a Região, que são o IC6, entre Coimbra e a Covilhã, depois o IC31, que deverá ligar a A23, na zona de Castelo Branco a Termas de Monfortinho, naquela que passará a ser a via mais curta entre Lisboa e Madrid”.
Neste caso, o deputado relembrou que “também na campanha eleitoral o PS prometeu concretizar estas duas obras, mas passada mais de metade da legislatura, é neste momento claro que estas promessas também caíram em cesto roto”.
Álvaro Batista abordou também a área da educação, para afirmar que “a Universidade da Beira interior recebeu, por aluno, em 2017, 3.500 euros, menos do que qualquer outra do País”, o que o leva a perguntar “porque é que o atual Governo não gosta do Distrito de Castelo Branco, porque é que esta maioria insiste em penalizar este pedaço de Interior e os que ainda lá moram”.
Passando à vertente da saúde, o deputado social democrata destacou que “em todo o Interior não há um centro de Medicina Nuclear, sendo a Cova da Beira a região do País que fica mais longe de um hospital com este serviço. Os doentes da Covilhã e do Fundão que fazem atualmente quimioterapia, e são perto de 100, têm de ir fazer os seus tratamentos a Coimbra, com um martírio de três horas de viagem para cada lado” e assegurou que “não é humano obrigar um doente a três horas de viagem , depois de ter feito quimioterapia, mas é a política deste Governo”.
Na parte final da intervenção, Álvaro Batista garantiu ainda que “no Interior quase nada mudou e o que mudou, mudou para pior. Enquanto o Governo anda a passear, o Interior continua a esmorecer, a perder população, a envelhecer” e conclui que “ainda mora gente em Oleiros, na Sertã, em Vila de Rei, na Covilhã e em Castelo Branco. Gente que também são portugueses, que têm de ter os mesmos direitos e oportunidades”.

 

A deputada do PS eleita pelo distrito de Castelo Branco, Hortense Martins acusou o anterior executivo de direita de ter destruído o interior, “Empobreceu o país, empobreceu o interior e as pessoas tiveram que emigrar novamente”. A socialista respondia ao deputado do PSD Álvaro Batista durante o debate parlamentar da semana passada sobre a desertificação do interior.
“Senhor deputado Álvaro Batista, no início da sua intervenção fiquei agradada pelo tom, porque ouvir pela primeira vez um deputado eleito pelo PSD a falar de interior e a falar aparentemente da defesa do interior até poderia ser algo de positivo, só que rapidamente desfez tudo de positivo que a sua intervenção poderia ter”, atacou Hortense Martins, explicando às bancadas da direita que é preciso ter “descaramento e estar desmemo-riado” para se afirmar que “as assimetrias, o despovoamento e abandono do interior se devem a um Governo de dois anos”. Tal é “ignorar completamente” o que foi feito pelo Governo apoiado pelo PSD/CDS, acusou. 
Hortense Martins lembra que as autarquias do interior lutam todos os dias contra as adversidades, “mas têm um Governo que deixa marca a favor do interior”.
Como exemplos, Hortense Martins deixou alguns casos que integram o Orçamento do Estado para este ano, como o investimento na linha da Beira Baixa, o investimento nas áreas protegidas, a anunciada continuação da baixa dos preços nas portagens, que continuamos a lutar para que seja uma realidade, e o investimento na educação. E lembrou, que também ao nível da educação, o “governo PSD e CDS parou tudo, nomeadamente  a requalificação de escolas”.
 “Infelizmente, quando os senhores chegam ao Governo desfazem tudo o que de positivo foi alcançado para o interior e o retrocesso volta a acontecer”, lamentou Hortense Martins, falando para os partidos da direita.

31/01/2018
 

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