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19 de setembro de 2018

DEPOIS DE UMA AUSÊNCIA DE TRÊS ANOS
Campeonato de Ralicross regressa no fim de semana

O Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco recebe, no próximo fim de semana, o 52º Ralicross/Kartcross de Castelo Branco organizado pela Escuderia Castelo Branco (ECB). Uma prova, que após uma interrupção de três anos traz de regresso as competições deste campeonato à pista Albicastrense.
Um regresso que conta com algumas novidades, desde logo a começar pela estreia de Miguel Ramos como diretor de prova. A isto há a juntar que, no circuito, o paddock foi melhorado, com as zonas de lavagem e de estacionamento de reboque se carros dos assistentes a terem mais condições, sendo que na pista toda a terra do circuito foi substituída. Assim, foi colocado um tipo de terra que compacta melhor e absorve melhor a humidade, criando mais tração, menos pó e um solo mais compacto. Além disso, também as curvas de terra foram melhoradas, com a compartimentação das caixas de cimento e o circuito passou a dispor de um sistema de CCTV, com 16 câmaras que cobrem todo o circuito, sendo uma ajuda para a tomada de decisões.
Na apresentação da prova, que decorreu junto ao Castelo, o presidente da Escuderia, António Sequeira, adiantou que a escolha recaiu sobre este local, por “ser emblemático para Castelo Branco”, referindo-se depois a José Carlos Pinheiro como um “empresário e piloto que tem mantido sempre uma dinâmica de competição”. Tudo, para recordar que “por razões alheias a nós tivemos que desistir do Campeonato de Portugal de Ralicross, mas, agora, voltamos, e José Carlos Pinheiro foi um grande impulsionador”.
António Sequeira falou também sobre o apoio da Câmara de Castelo Branco, para referir que isso “nos obriga a trabalhar muito”, porque, garante, perante o apoio “não vamos faltar à Câmara, nem à pessoa de Luís Correia”.
Realçou, logo de seguida, que “a Escuderia não é só para quem gosta de automóveis. É um modo de exportarmos a cidade e a região, sem sairmos de cá” e por isso, destaca que há muito trabalho pela frente, a partir do momento que “temos que andar para a frente, para tentar não perder o barco, porque é fundamental que a Escuderia continue aqui, a defender esta região”.
António Sequeira recordou ainda que “nos últimos anos criamos seis postos de trabalho efetivo. Temos crescido, mas temos de continuar a crescer”, dando como exemplo o número de sócios, para “fazer com que este emblema com 55 anos tenha muita força”.

Escuderia elogiada
pelo trabalho desenvolvido
Bruno Vilela, que integra a Escuderia, e que esteve presente na apresentação, como presidente do Colégio de Comissários Desportivos da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), começou por perguntar “o que é a Escuderia fora de Castelo Branco”, para responder que “é um clube que serve de bitola a nível organizativo, o que é extraordinário, mas dá uma responsabilidade muito grande”.
Por seu lado, Miguel Ramos, que se estreia como diretor de prova, começou por agradecer “este voto de confiança”, mostrando-se confiante, porque “vou ter uma equipa que já está habituada a estas lides”, aproveitando ainda para falar nas novidades que a prova traz e concluir que, até ao momento “há 55 inscritos, o que é uma belíssima lista”.
Na apresentação, o presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, começou por “agradecer a escolha deste local emblemático”, para sublinhar que “juntar o desporto à promoção da cidade e da Região é a forma correta de fazer as coisas” e referiu que “os eventos que trazem pessoas à nossa cidade têm que ser acarinhados pela Junta”.
Por seu lado, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, afirmou que o Parque de Desportos Motorizados “é uma infraestrutura que temos em Castelo Branco e que muito nos orgulha”, considerando que “representa muito do que é a vida de uma cidade, de uma associação, das pessoas”, recordando que “foi construído com as condições que, na altura, eram as melhores”, mas adianta que “é sempre possível ir melhorando”. Matéria em que refere que “a Câmara continua, efetivamente, a fazer investimento no Parque de Desportos Motorizados”, até porque “há que diferenciar a cidade e a Região, para sermos mais atrativos. Há que atrair pessoas, turismo e promovermo-nos”.
Luís Correia afirmou, depois, que “muitas vezes pensamos que a vida das infraestruturas, a nossa vida, tem que ser sempre em crescendo. Mas, não é assim”. Para além disso, continua, “há que agarrar a sustentabilidade, resistir às dificuldades da vida, o que é muito mais difícil”.
Destacou ainda que “não podemos acusar a árvore quando cresceu muito e está forte” e não cresce continua e aceleradamente, porque “mais difícil que crescer, é segurar aquilo que foi concretizado”, mas, alerta, “isso tem um problema, se calhar não tem tanta visibilidade, como o crescimento inicial”.
Tudo isto, para dar “os parabéns à Escuderia, por continuar a saber resistir” e garantiu que “a Câmara está e estará sempre com a Escuderia, porque está a fazer um excelente trabalho por esta região. Por isso é que a Câmara também está a fazer um investimento forte, com a construção do kartódromo, sendo que a Câmara conta que a Escuderia o rentabilizará”.
Luís Correia deixou ainda um aviso, ao afirmar que “a Câmara também não consegue ir sempre crescendo. Da mesma forma que dizemos à Escuderia, dizemos a todas as associações e instituições que a vida não é sempre em crescendo. Dizemos a todas as instituições que já fomos muito longe e que não conseguimos ir sempre mais além”. E com base nisto afirma que “é triste quando alguns dirigentes dizem que esperavam mais da Câmara”, avançando que “nunca iludimos ninguém a dizer que podia ir mais além”.
Defende que, “a partir daqui devemos conseguir a concretização do que temos conseguido fazer” e referiu-se “à cultura, ao desporto, à área social. Também requalificamos Castelo Branco”, dando como exemplos a requalificação da zona da Metalúrgica, o Barrocal, ao Aeródromo, o kartódromo, para argumentar que “para fazer isto, como dizem alguns, basta ter dinheiro”, mas realça que “fazer o que estamos a fazer num concelho como Castelo Branco, não é fácil” e conclui que “o que temos concretizado, entre a Câmara e as associações é ímpar”, sendo que tal se alcança “dando as mãos e sabendo dialogar”.
António Tavares

19/09/2018
 

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