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24 de outubro de 2018

DISTINGUIDA NO WORLD CIDER AWARDS 2018
João Santos cria sidra que vale ouro

A Sidra Vadia, criada pelo jovem Albicastrense João Santos, acaba de ser distinguida no World Cider Awards 2018 com a medalha de ouro, colocando-a entre as melhores do Mundo, sendo igualmente eleita a melhor sidra portuguesa.
A Sidra Vadia é uma sidra artesanal que resulta de uma parceria entre a Universidade de Aveiro e a Cerveja Vadia e foi desenvolvida em 2016/2017, no âmbito da dissertação do mestrado de João Santos, enquanto aluno da Universidade de Aveiro.
João Santos que, atualmente, é head brewer na Cerveja Vadia, adianta que na fase de investigação e desenvolvimento (I&D) da Sidra Vadia, os pontos principais para a sua criação foram que teria que ser “uma sidra com sumo de maçã unicamente portuguesa”, teria que respeitar “um processo de produção inovador, natural e sem recurso a aditivos” e ainda “preservar os aromas e sabores dos ingredientes originais”.
Objetivos que foram alcançados, com João Santos a realçar que “uma das principais características que diferencia este produto ecoinovador dos demais existentes no mercado é a utilização do retentato de maçã enquanto ingrediente, um subproduto agroalimentar, proveniente da indústria de sumos, cuja eliminação traz inúmeras implicações ambientais e económicas para as indústrias”.
Acrescenta que “a sidra foi uma ideia que surgiu com o objetivo de valorizar este subproduto, utilizando o know-how da produção de cerveja artesanal e aplicando-o no contexto de produção de sidra, desenvolvendo assim uma sidra natural, mais ecológica e de produção sustentável”.
João Santos sublinha ainda que “conseguiu-se extrair deste subproduto um conjunto de nutrientes essenciais ao crescimento das leveduras”, sendo que “o seu processo de produção inovador permitiu a não adição de aditivos como sulfitos, alergénio para tantas pessoas, e açúcares adicionais, ao contrário da maioria das sidras”.
Um trabalho que foi elogiado por Elisabete Coelho e Manuel A. Coimbra, que foram os orien-tadores da dissertação em ambiente empresarial de João Santos, no mestrado em Biotecnologia Alimentar da Universidade de Aveiro, ao destacarem que “(este processo) permitiu à empresa produtora de sumos de maçã diversificar as aplicações dos seus produtos e minimizar a sua pegada ecológica com a valorização de um dos seus subprodutos. A formulação desta sidra inclui o sumo da maçã, assim como o subproduto resultante da clarificação do sumo, outrora um efluente rejeitado por esta indústria, e que se revelou um meio nutritivo para o crescimento das leveduras produzindo uma sidra de qualidade e diferenciadora no mercado nacional”.
É também referido que para preservar toda a autenticidade dos aromas e sabores da maçã, a fermentação desta bebida acontece a baixa temperatura, ao longo de várias semanas.

O percurso do jovem
Albicastrense
João Santos, que atualmente tem 26 anos, como adianta a mãe, Maria do Carmo Santos, concluiu o Ensino Secundário em Castelo Branco e há oito anos rumou para Universidade de Aveiro, onde ingressou no curso de Enfermagem. Uma formação académica que Maria do Carmo Santos revela que “não era este o curso que iria realizar o meu filho, mas entre o ficar em casa um ano sem estudar ou deixar ir um filho a descobrir-se a si próprio, decidimos apoiá-lo a arriscar num curso na área de saúde e depois logo se veria”. Afinal a ideia era já com a licenciatura em Enfermagem concorrer ao curso de Medicina, por titulares do grau de licenciado.
A mãe do jovem adianta que “o primeiro ano de Enfermagem foi feito, mas no fim do primeiro semestre o João queria desistir, porque não era este o curso que o realizava”.
Perante isso recorda que “insistimos que continuasse a estudar e a procurar um outro curso que o fizesse feliz e no ano seguinte escolheu Bioquímica”.
Maria do Carmo Santos confessa que “sempre fui exigente com o João. Demasiado exigente” e, por isso, não esconde que “quando as coisas correram menos bem naquele primeiro ano, fiquei triste, mas creio que aprendi as maiores das lições”, explicando que, “às vezes, exigimos, porque queremos que os nossos filhos realizem os nossos sonhos. A partir desse ano nunca mais exigi nada, limitei-me a amar o meu filho, a aceitar a suas derrotas e a incentivá-lo, a fazê-lo acreditar que ele era bom, muito bom. Ele fez um percurso no seu crescimento pessoal, académico e profissional e eu cresci e aprendi muito mais acerca do amor”.
Já com estes pressupostos, Maria do Carmo Santos relembra que João Santos “após fazer a licenciatura em Bioquímica, fez um mestrado em Biotecnologia Agroalimentar e propôs-se fazer um produto na sua tese de mestrado”, referindo que “as leveduras eram algo que lhe despertava interesse. As leveduras e a cerveja, a combinação perfeita para um aventureiro radical e foi assim que o João iniciou a aventura na descoberta de uma cerveja artesanal de sidra, que acabou por ser medalha com ouro e consta hoje no leque das 10 melhores cervejas artesanais do Mundo”.
António Tavares

24/10/2018
 

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