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3 de abrl de 2019

INICIATIVA DA FEDERAÇÃO DISTRITAL DO PS
A importância dos clusters no Interior

A Federação Distrital de Castelo Branco do Partido Socialista (PS), em conjunto com o Grupo de Trabalho Sociedade Digital 2030, organizou, no passado sábado, 30 de março, no Centro de Empresas Inovadoras (CEI) de Castelo Branco, um debate aberto subordinado ao tema Clusters & Interior – Sociedade Digital o Futuro Hoje! Preparação, Ativação e Regulação.
Na abertura do encontro, o presidente da Concelhia de Castelo Branco do PS, Arnaldo Brás, realçou que a sociedade digital e os clusters no Interior eram um tema “tão importante”, para recordar que no Século XI, “Na Região, já havia o cluster da lã da Serra, enquanto no Século XVII já havia o cluster têxtil”.
Arnaldo Brás salientou também que “o futuro se materializa na sociedade digital”, pelo que há que “gerir com sabedoria, para aproveitar as potencialidades e precaver as ameaças”.
Já com o foco nos clusters relembrou que se caracterizam por “partilhar partilharem uma visão estratégica comum, para que se atinjam níveis mais elevados de competitividade”, não esquecendo que “que têm um papel preponderante para as empresas sediadas nos territórios” e defender que “o Interior deve ser um espaço de relevo para a implantação destas estruturas”, reiterando “a importância dos clusters nos territórios e, em particular, no Interior”.
Por seu lado, Jorge Delgado, da Sociedade Digital 2030, realçou a importância de “compreender como Portugal e os Portugueses podem tirar vantagens das tecnologias digitais”, para mais à frente se focar na “utilização do digital na diminuição das assimetrias”.
Eurico Lopes, que é docente da Escola Superior de Tecnologia (EST) de Castelo Branco, abordou questões como a sustentabilidade da indústria com a contribuição do digital, referindo que novos modelos de negócio se iniciam com a digitalização. Por outro lado realçou a aposta que deve ser feita em nichos de mercado, referindo ainda a necessidade de retenção de talentos e da criação de um ecossistema tipo Sillicon Valley, que salienta como o bom exemplo a ser seguido.
Os trabalhos continuaram com um debate moderado por Luís Curvelo, diretor de marketing e inovação da COMPTA, que contou com a participação de Cláudia Soares, presidente da InovCluster, Miguel Covas, diretor de infraestruturas IT ALTICE Portugal, Carlos Morgadinho, diretor geral (CEO) Companhia Industrial de Materiais Duros (CIMD), e Ricardo Araújo, diretor de talento ecossistema OutSystems.
No debate foram abordadas questões de âmbito mais geral, como a criação de emprego e de propostas atrativas que cativem talentos e que, numa fase posterior, os retenham na Região, sendo que o papel da tecnologia foi uma constante e tema central, evidenciando-se como um facilitador de processos criativos, não desvalorizando, porém, o pa-pel preponderante que o capital humano tem no funcionamento das tecnologias e no seu avanço e desenvolvimento.
No encontro foi destacado que com a rapidez dos processos, advinda do ritmo acelerado com que a informação e a tecnologia se disseminam e desenvolvem, surge também a necessidade da transformação geracional de pessoas e de processos, destacando-se aqui as universidades e politécnicos como pontos-chave e como motor principal dessa transformação.
A falta de recursos humanos foi outro dos temas discutidos, com questões como os desafios que existem para atrair pessoas e, particularmente, para reter talentos foram abordadas, tal como a falta de know-how no Interior que, em determinados casos, dificulta processos de crescimento chegando mesmo a impossibilitá-los de avançar.
A forma como a comunicação é feita e como os produtos portugueses se promovem além-fronteiras foi debatida, bem como a internacionalização, onde a distância entre países não deve constituir entrave ao crescimento, conhecimento, divulgação e notoriedade dos produtos no estrangeiro. Na mesma linha surgiram ainda questões como o crescente desenvolvimento do co- mércio eletrónico, não esquecendo o problema da dimensão da produção em Portugal relativamente a outros países, revelando-se como solução determinante a concertação de esforços no digital, uma ferramenta que permite às empresas desenvolver melhores processos, produzir melhor e acrescentar-lhes valor.
Durante o debate foram também colocadas questões por escrito pela audiência presente na sessão. As questões incidiram sobre preocupações com o aumento do desemprego, que o recurso às novas tecnologias pode gerar, e a necessidade de requalificação para novos métodos de trabalho. Estas levaram ao consenso do painel que compôs o debate, sendo bastante clara a opinião em relação à importância da tecnologia, frisando-se que não é possível o desenvolvimento de qualquer setor sem o recurso à mesma, reforçando também a futura reinvenção de postos de trabalho.
Integrado na sessão de encerramento, André Santos Pereira, da Sociedade Digital 2030, reforçou a crescente aposta numa estratégia de inovação, referindo ainda a necessidade de captação de investimento para o Interior e o papel dos politécnicos e universidades na qualificação de jovens, que permitam a criação e o desenvolvimento de novas empresas.
O debate foi encerrado por Hortense Martins, presidente da Federação Distrital de Castelo Branco do PS, que referiu os esforços que têm sido feitos pelo Governo para a promoção do Interior, a necessidade da valorização dos recursos existentes e que “o Interior também é inovação e saber”, salientando a “autenticidade das pessoas, a autenticidade do território”. Hortense Martins salientou também um problema muito visível em Portugal: a centralização. Apesar dos esforços para contrariar essa tendência, Hortense Martins refere que Portugal “é dos países mais centralizados”.

03/04/2019
 

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