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30 de outubro de 2019

NOS 39 ANOS DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE CASTELO BRANCO
A reestruturação organizacional

A reestruturação organizacional e o aumento do número de alunos foram dois dos principais pontos abordados pelo presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), António Fernandes, na intervenção comemorativa dos 39 anos da instituição, que foram comemorados esta segunda-feira, 28 de outubro, no Auditório Vergílio António Pinto de Andrade da Escola Superior Agrária (ESA) de Castelo Branco.
No que respeita à reestruturação organizacional, António Fernandes começou por referir que apresentou ao Conselho Geral do Politécnico, dia 18 de setembro, uma proposta nesse sentido, que foi elaborada “por uma equipa de trabalho coordenada por mim e constituída pelo vice-presidente, Nuno Castela, e mais seis docentes das atuais seis escolas do IPCB”.
Isto, para adiantar que nessa equipa “efetuámos uma análise da atratividade dos cursos existentes, das questões orçamentais e da atual organização cientifico-pedagógica”.
António Fernandes acrescentou que “após uma primeira reflexão sobre cenários possíveis para a reestruturação organizacional, apresentámos o trabalho aos diretores das escolas e aos presidentes dos conselhos técnico-científicos e também aos elementos do Conselho Coordenador da Investigação (CCI)”, bem como que “realizámos sessões em cada uma das seis escolas, perante a comunidade académica” e “nessas sessões solicitámos contributos que obtivemos por e-mail, posteriormente vertidos no documento”, concluindo que “considero que o processo foi amplamente participado, quer pelos diversos intervenientes diretos, quer pela divulgação realizada nas escolas”.
O presidente do Politécnico sublinhou que “a proposta que submeti ao Conselho Geral incluiu cenários adicionais aos propostos pela equipa de trabalho” e que “de todos os cenários apresentados sugeri aos senhores conselheiros um deles. O cenário que considero mais adequado. E expus os motivos”.
António Fernandes frisou que “disponibilizei-me para apresentar os próximos passos que visam a sua operacionalização”, assim como que “a proposta de reestruturação organizacional teve um acolhimento positivo e suscitou um debate abrangente e profícuo, onde os conselheiros reconhecerem a necessidade de promover a reestruturação organizacional do IPCB”.
Tudo isto não deixando de referi que “os conselheiros formularam sugestões para esses próximos passos e recomendaram que diligencie para que se proceda ao aprofundamento e consolidação da proposta de reestruturação, beneficiando dos contributos do debate promovido no Conselho Geral”.
Já sobre a proposta em si, revelou que “propõe a constituição de nove departamentos, cada um concentrando uma ou mais áreas de conhecimento de acordo com a Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação (CNAEF) e aos quais estarão afetos os cursos e os docentes do IPCB. Constituídos os departamentos estudámos a possibilidade de associação desses departamentos visando a criação de novas escolas”, sendo que “no cenário que sugeri preveem-se quatro novas escolas. A designação de cada uma estará relacionada com os departamentos que integra. Em alguns casos a mudança de nome não deverá ser significativa, mas sobre esta matéria não existe nenhuma proposta em concreto”.
Para o presidente do Politécnico este “é um processo necessariamente longo, complexo e exigente. Para já há que aprofundar e consolidar a proposta. Depois há todo um caminho a percorrer, que obrigará à revisão dos estatutos do IPCB e a sua homologação”.
António Fernandes destacou ainda que “é um processo de transformação organizacional e dependerá da agilidade da instituição na resposta aos desafios de contexto, em permanente mudança. Ainda assim, certamente que teremos a coragem, a lucidez e a mobilização institucional de todos o fazermos” e garantiu que “será sempre um processo interno, sem pressões externas, políticas ou outras, se sempre no escrupuloso cumprimento do estatutariamente definido”.
Dito isto, concluiu que “tudo indica que a reestruturação organizacional do IPCB promova a conceção e o desenvolvimento de novas ofertas formativas alinhadas com as novas escolas”, bem como que “destes novos arranjos são esperados ganhos de atratividade pela especificidade e natureza inovadora dessas formações”.

Politécnico tem mais
de quatro mil alunos
Outro ponto destacado pelo presidente do Politécnico focou-se no “aumento significativo do número de novos estudantes”, destacando-se que estão matriculados nos cursos de licenciatura 1.178 novos estudantes, “mais 178 que no ano letivo anterior, sendo 562 provenientes do concurso nacional de acesso (CNA), 65 do concurso local e 551 de outros regimes. Comparativamente com o ano letivo anterior aumentámos 17,8 por cento o número de estudantes matriculados nas licenciaturas, o que é, de facto, notável”.
No que respeita aos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) matricularam-se 234 novos alunos, estando ainda a decorrer as matrículas da terceira fase de candidaturas para alguns cursos com vagas sobrantes.
Nos mestrados estão já matriculados 227 novos estudantes, resultantes da primeira fase de candidatura, tendo na segunda fase sido colocados mais 47 estudantes.
A isto há ainda a juntar as pós-graduações de ensino à distância em parceria com a Universidade Aberta, com a pós-graduação de Sistemas de Informação Geográfica, com 11 estudantes; pós-graduação em Proteção Civil, com 31 estudantes; e pós-graduação em Gestão de Negócios, com 43 estudantes”.
António Fernandes acrescentou que “temos ainda 18 novos estudantes do Instituto Politécnico de Macau (IPM), que se encontram a frequentar a Escola Superior de Educação (ESE)”.
Assim, “considerando todas as ofertas formativas ingressaram no IPCB, no presente ano letivo, e até agora, 1.744 novos estudantes”.
Tudo, para mais à frente destacar que o Politécnico “tem, presentemente, cerca de 4.200 estudantes”, quando, sublinha, “no ano letivo 2017/2018 tínhamos 3.794 estudantes matriculados. É uma recuperação de 400 estudantes, certamente motivo de orgulho de toda a comunidade académica e de todos os presentes nesta cerimónia”.

A importância
dos doutoramentos
António Fernandes não perdeu a oportunidade de referir que a atribuição do grau de doutor, resultado do Decreto de Lei 65/2018, deixa de estar dependente do subsistema a que pertence a instituição, para afirmar que o Politécnico “possui seis unidades de investigação e desenvolvimento (UID). A evolução do IPCB para um nível organizacional científico-tecnológico que estimula os valores intrínsecos das atividades de investigação terá forte impacto na instituição, permitindo o desenvolvimento de investigação que diferencia a instituição em termos de oferta formativa e de onde programas de doutoramento podem naturalmente emergir”.
Por isso deixou “um apelo para que no quadro desta nova legislatura, as alterações legislativas ocorram”.
O presidente do Politécnico deixou também a esperança que “nesta nova legislatura seja reconhecida a necessidade de maior financiamento ao Ensino Superior e em particular às instituições de Ensino Superior que se vão ajustando internamente e que apresentam resultados positivos nas diferentes dimensões”, concluindo que “é o caso do IPCB”:

Comemorações dos 40 anos
já têm linhas de ação
No decorrer do 39º aniversário do Politécnico foram dadas as conhecer as linhas de ação para as comemorações dos 40 anos.
No próximo ano as comemorações decorrerão segundo quatro dimensões.
A primeira é a Dimensão Técnica-Científica, que tem como objetivo a realização de atividades vocacionadas para as áreas técnico-profissionais de intervenção de cada escola do Politécnico, com o público-alvo a ser constituído por alunos, docentes e comunidade científica e profissional.
Já a Dimensão Comunidade aponta para a realização de atividades vocacionadas para a comunidade em gera, com ênfase em temas transversais e atuais, tendo como público-alvo alunos e docentes do Ensino Básico ao 3ºCiclo/Secundário, pais e demais membros da comunidade.
Na Dimensão Internacional o que se pretende é divulgar e comemorar o aniversário do Politécnico com os parceiros internacionais, nomeadamente do programa Erasmus + e estudantes internacionais, de onde o público-alvo são docentes, funcionários, alunos estrangeiros e representantes de países estrangeiros, nomeadamente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Por fim a Dimensão Organizacional tem como objetivo comemorar o aniversário do Politécnico através de atividades que dinamizam o convívio entre todos os trabalhadores da instituição, pelo que o público-alvo são todos os trabalhadores docentes e não docentes.
António Tavares

30/10/2019
 

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