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4 de dezembro de 2019

MANIFESTAÇÃO À PORTA DO POLITÉCNICO
“A escola é nossa. ESGIN é da Idanha”

Alunos e ex-alunos da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN), bem como autarcas e população do Concelho de Idanha-a-Nova, manifestaram-se esta segunda-feira, 2 de dezembro, em frente ao edifício dos Serviços Centrais do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), para defenderem a continuidade da ESGIN na vila raiana.
A manifestação foi promovida pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (AE-ESGIN), coincidindo com o dia em que no Politécnico reuniu o seu Conselho Geral, para analisar a proposta de reestruturação organizacional da instituição. Proposta que, como já se sabia, incluía quatro cenários apresentados pela instituição, aos quais de se juntavam outros dois, sendo um proposto por um professor da ESGIN e outro pela Escola Superior de Tecnologia (EST) de Castelo Branco.
Na origem da manifestação esteve precisamente a reestruturação organizacional do Politécnico, por estar em causa “o possível encerramento da ESGIN e a sua perda de autonomia administrativa, científica e pedagógica”.
Daí a manifestação à porta do Politécnico, com os manifestantes a empunharem cartazes e a proferirem palavras de ordem, como “A escola é nossa. ESGIN é da Idanha”, ou “Conquistamos a ESGIN. Não nos tirem o que é nosso”.
Palavras de ordem que também apelaram aos membros do Conselho Geral do Politécnico, ao proferirem: “Conselheiros, amigos, não se deixem iludir, a ESGIN é da Idanha”.
Íris Vieira, da AE-ESGIN, afirmou que “como alunos estamos bastante tristes com a hipótese da ESGIN mudar para Castelo Branco” e argumentou que Vivemos uma grande tradição em Idanha-a-Nova. Somos uma família”
A estudante reforçou que “é bastante triste a hipótese de virmos para Castelo Branco, porque aquilo que vivemos lá, não somos capazes de o viver aqui” e, voltando a focar-se na tradição, referiu “uma muita grande, de ir à Senhora do Almortão, em muitos momentos”.
Íris Vieira não deixou também de realçar que como Idanha-a-Nova “é uma vila pequena, sem os alunos da ESGIN é impossível continuar a ter negócios em Idanha”.
Na mesma toada, Filipa Caroça, que é ex-aluna da ESGIN, afirmou que “isto deixa-me com alguma tristeza” e garantiu que esta é uma questão que “tem muito significado para os ex-alunos. Idanha deixou marca nos ex-alunos” e referindo-se à ESGIN sublinhou que “não queremos que a nossa casa feche a porta. Foi lá que nos formamos como seres humanos e profissionais”.
Filipa Caroça destacou também que o “IPCB tem muitos milhares de euros de impacto na Região. A coesão territorial no Interior é uma realidade”, para perguntar “como se justifica o encerramento da ESGIN”, bem como “porque é que tem a escola de Idanha que tem de ser abatida. Nós não queremos que a escola seja abatida”.
Por seu lado, a Câmara de Idanha-a-Nova, depois de realçar que “pela importância que a ESGIN tem para o nosso concelho, o Município também se associa a esta causa”, esteve presente na manifestação representada pelo presidente, Armindo Jacinto, que começou por recordar que a ESGIN foi para Idanha, resultado de uma “estratégia política, que começou com o Primeiro Ministro Cavaco Silva e foi consolidada pelo Primeiro Ministro António Guterres”, garantido que “o Governo quis, de uma forma estratégica e política criar uma escola com autonomia administrativa, cientifica e pedagógica, em Idanha-a-Nova”.
Assegurou que a ESGIN “é hoje um grande exemplo. Há alunos da ESGIN pelo mundo inteiro, formados em Idanha-a-Nova”.
Tudo para falar nos cenários que se colocam e defender “não podemos ter dois pesos e duas medidas. Não podemos reivindicar ao Governo mais apoios para o Interior e aqui ser centralistas, para sediar em Castelo Branco” e mais à frente garantiu que “não se justifica que seja um território do Interior a ter estes problemas. Que seja no Interior que estamos a criar estes problemas”.
Armindo Jacinto, por outro lado, fez questão de realçar que “o Conselho Geral do Politécnico pode propor a extinção ou a criação de novas escolas, mas só o Governo é que pode revogar essa decisão”.
Tudo para garantir que “se o Conselho Geral do Politécnico decidir retirar a sede da ESGIN de Idanha, se assim for, estamos prontos para ir falar com o Governo e, se for preciso, ir para o Terreiro do Paço com uma manifestação”.
António Tavares

04/12/2019
 

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