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Edição nº 1645 - 1 de julho de 2020

ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Luís Correia responde a críticas da oposição

A Assembleia Municipal de Castelo Branco realizada segunda-feira, 29 de junho, no Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco, de modo a manter o distanciamento entre os participantes, como medida de proteção em relação ao COVID-19, ficou marcada por várias críticas ao presidente da autarquia, Luís Correia, com base nos processos que estão a correr na Justiça, que tiveram resposta tanto de elementos da bancada do Partido Socialista (PS), como de Luís Correia.
Logo na primeira intervenção, Francisco Oliveira Martins, do CDS/PP, começou por recordar que “a 30 de abril de 2019 aconselhei o presidente a suspender o mandato”. Agora, continuou “aconselho-o a sair enquanto o puder fazer com alguma dignidade”, reforçando que “saia já, que é mais digno”.
Sobre o mesmo tema, Carina Caetano, da Coligação Democrática Unitária (CDU), afirmou que “a CDU mantém uma postura de confiança na Justiça”, enquanto Miguel Barroso, da bancada do Partido Social Democrata (PSD), apontou para a “teia de interesses e promiscuidade instalada em Castelo Branco”, referindo que Luís Correia apresenta “uma defesa baseada no ataque. Todos são responsáveis por tudo. Só o doutor Luís Correia não tem culpa de nada”. Tudo para concluir que “a justiça tem cumprido o seu papel. Luís Correia e o PS é que não têm respeitado os Albicastrenses”.
Da parte do PS Leopoldo Rodrigues sublinhou que “voltamos a ter palavras de ataque pessoal, mas não ouvimos falar da obra, que é essencial e Castelo Branco é um exemplo. Castelo Branco, nos últimos 20 anos mudou, transformou-se e modernizou-se”. Depois de se referir a obras como o Barrocal, a Quinta do Moinho Velho e da Cruz do Montalvão, frisou que “nunca como hoje se investiu tanto nas freguesias, com o objetivo da coesão territorial e para que as pessoas não abandonem as suas terras”.
Já Luís Correia considerou que “isto não passa de uma forma de esconder o trabalho feito, atirando areia para os olhos das pessoas, que não se deixarão enganar”.
O autarca ao falar sobre o contrato referente aos eventos anuais do Concelho, afirmou que “é um exemplo de boa contratação pública, com eventos para o ano inteiro. Mas consegue-se denegrir e criar suspeitas sobre um contrato destes, que foi um concurso público internacional”, chamando a atenção para “como se transforma uma boa prática, numa má prática de contratação”.
Sobre esta matéria Luís Correia garantiu ainda que “há a garantia dos serviços que não temos que pagar aquilo que não é feito” e assegurou que “até hoje não houve nenhum evento e também não foi nada pago”.
Mais à frente Luís Correia avançou que na oposição “perceberam que não era através da política que chegavam e, daí, a estratégia de denegrir”, concluindo que “quando não se consegue ter alternativa, então vamos para a baixa política de denegrir a ação dos que estão a trabalhar”.
O autarca afirmou ainda que “cá estarei, sempre, até ao fim, para a procura da justiça” e defendeu que “a única coisa que me acusam é de assinar papéis que não podia ter assinado”, reiterando que “não tirei benefício, nem dei benefício a ninguém. Não lesei o erário público”.
E assegura que “tudo isto não apaga o trabalho que temos feito, com uma estratégia a ser implementada que nos orgulha”. Matéria em que fala de vários investimentos, como “a requalificação do Valongo; o Bairro da Carapalha; a Quinta Pires Marques e a Boa Esperança futuramente; a Alameda do Cansado e a Rua Engenheiro Duarte Pacheco; o prolongamento da Rua Egas Moniz; a ligação à Zona Industrial pela Avenida do Empresário; a incubadora industrial, a obra da Quinta do Moinho Velho; a pista de karting, entre outras”, para garantir que “no investimento nas freguesias e na cidade somos ímpares, não só na vertente material, como na imaterial”.
Luís Correia não esconde que “nos orgulhamos de fazer tudo isto, mas também dar resposta, como é o caso da pandemia de COVID-19, com capacidade para investir 1,5 milhões de euros. Tivemos essa capacidade, porque gerimos muito bem os recursos” e concluiu que “por mais que tentem denegrir o trabalho ele fala por si e está à mostra de todos”.
Antes tinha também sido abordada, por Nuno Figuinha, do PSD, a questão do aluguer dos WC instalados nos Viveiros Municipais.
Uma questão em que Jorge Neves, do PS, afirmou que “é lamentável que se façam afirmações, sem certezas absolutas” e explicou que, “em 2016, 11 famílias, com 90 pessoas de etnia cigana foram ali instaladas e a solução encontrada para assegurar condições foram dois WC químicos, com duches, devido ao impedimento urbanístico da construção de um WC naquele local. Abriu-se um concurso, concorreram três empresas e foi para a proposta mais barata”.
Acerca desta matéria, Luís Correia realça que, “evidentemente, era uma situação provisória. Assim, não podemos dar passos no sentido de tornar aquilo definitivo, erra um erro”, defendendo que a construção de um WC não era legal e questionando “se fizéssemos um WC, porque não fazíamos também as casas”, concluindo que “estaríamos a violar o PDM, na mesma”.
O autarca revelou ainda que nos Viveiros Municipais a situação está quase resolvida, uma vez que das “10 famílias iniciais já só restam três” e lança um desafio ao afirmar que “estamos à espera que nos tragam uma empresa que nos leve mais barato. Nós aceitamos”.
António Tavares

01/07/2020
 

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