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Edição nº 1646 - 8 de julho de 2020

NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA
Albicastrenses Norton iluminam o palco do Cine-Teatro Avenida com Heavy Light

A banda Albicastrense Norton sobe ao palco do Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, na próxima sexta-feira, 10 de julho, a partir das 22 horas, para a primeira apresentação ao vivo, do seu quinto álbum intitulado Heavy Light.
Está assim garantida uma noite repleta de música, ao som da banda que foi criada em 2002, fruto da junção das bandas que os elementos dos Norton integravam na altura, os Alien Picnic e os Oscillating Fan.
Atualmente os Norton são Pedro Afonso, na voz, guitarra e teclado; Rodolfo Matos, na bateria, teclado, e piano; Leonel Soares, no baixo e teclado; todos elementos fundadores; e Manuel Simões, na guitarra, que entrou para a formação em 2011. Antes, também integraram a banda, como membros fundadores, Alexandre Rodrigues, na voz e teclado, até 2010, e Carlos Nunes, na guitarra e teclado, até 2004.
Recorde-se que a primeira edição dos Norton foi o E.P. Make Me Sound, que saiu em abril de 2003, com os temas Blue Song, Summer Beat e Make Me Sound.
O disco de estreia, Pictures From Our Thoughts, de originais, foi editado em 2004, seguindo-se-lhe Kersche, em 2007; Layers of Love United, em 2011; Norton, em 2014; e, agora, Heavy Light.
Os Norton, para além de Portugal, contam no seu currículo com digressões na Europa e no Japão, onde têm um êxito assinalável.
Heavy Light está disponível para venda em todas as plataformas digitais e nas lojas da especialidade, bem como na loja on-line da banda, em www.wearenorton.com, nos formatos CD, cassete e numa edição especial em vinil gatefold e os bilhetes para o concerto de sexta-feira estão à venda na bilheteira do Cine-Teatro Avenida e em www.ticketline.pt.

Gazeta do Interior (GI):- Em setembro de 2017 os Norton comemoraram os 15 anos com um concerto no centro de Castelo Branco, naquele que, na altura, revelaram ser “o primeiro concerto em nome próprio no centro da cidade”. Regressam, agora, com o concerto de apresentação de Heavy Light, no Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco. Porquê a primeira apresentação, ao vivo, deste trabalho, acontecer em Castelo Branco? Como afirmaram em 2017: “Continuaremos e sempre seremos uma banda de Castelo Branco”?
Norton: Sim, é inegável que sempre seremos uma banda de Castelo Branco. Somos Albicastrenses de gema e foi esta a cidade que nos juntou. Por tudo isso e por muito mais, é muito importante para nós ser este o ponto de partida para a digressão de Heavy Light. Tocar em Castelo Branco reflete sempre um dos culminares de um novo álbum nosso. Estamos ansiosos por dia 10!

GI: Heavy Light é o quinto álbum de estúdio dos Norton. Este trabalho é diferente dos anteriores? Em que sentido?
Norton: É diferente no sentido em que todos os álbuns que fizemos representam um momento da banda. Neste disco, decidimos colocar um retrato nosso no interior da capa para mostrar isso mesmo: Os Norton de hoje. Estamos mais maduros, vivemos outras experiências que estão presentes nas novas canções, experimentámos mais na composição e na gravação. Esta é mais uma etapa na nossa carreira que somou e vai somar ainda mais histórias para contar.

GI:– O lançamento de Heavy Light foi adiado devido à pandemia de COVID-19. Que significado tem para a banda voltar a estar em cima de um palco, em frente ao público?
Norton: Tem um significado enorme que nem cabe em palavras. Ansiamos pelo contacto com o público há muito tempo. E, enquanto o disco esteve a maturar, imaginámo-nos muitas vezes a apresentá-lo ao vivo. Queremos ver as pessoas a reagir ao nosso novo espetáculo. Estas canções precisam de ganhar outra vida que só é possível em palco.

GI: Heavy Light é composto por nove canções escritas e gravadas entre Castelo Branco, Lisboa, Vila Velha de Ródão e Mértola. Qual o motivo que levou a que isto tenha acontecido?
Norton: Este foi o primeiro disco dos Norton composto com todos os elementos da banda a viver em cidades diferentes. A cada trabalho, o nosso processo de composição muda. Parece que desaprendemos as fórmulas anteriores. Então, criamos novas maneiras de o fazer. É uma forma de nos reinventarmos e este álbum não foi exce-ção. Algumas canções surgiram em Castelo Branco com os quatro, na sala de ensaio, a improvisar até chegar a ideias que nos agradassem. Outras em Lisboa, através do Pedro, quando lá morava. Ele compôs uma série de esboços na sua antiga casa e mandava-nos por e-mail. Trocámos muitos ficheiros entre nós. O Rodolfo criou alguns ritmos que também despoletaram músicas. E em Castelo Branco, juntos, desenvolvíamos essas ideias. O que também aconteceu em Vila Velha de Ródão, onde, habitualmente a cada disco, passamos uma semana, numa residência artística, a trabalhar em material novo. Lisboa foi também um dos lugares onde gravámos as duas primeiras canções de Heavy Light. Em Mértola completámos as gravações do álbum, na herdade do nosso produtor, Eduardo Vinhas, que levou para lá parte do seu estúdio. Foi uma semana intensa, produtiva e inesquecível, que nos permitiu fugir do rodopio da vida nas cidades.

GI: Que canções foram escritas em Castelo Branco? E em Vila Velha de Ródão?
Norton: No fim de contas, Castelo Branco acaba por estar sempre no horizonte destas canções. A Tango foi escrita na sala de ensaios, por exemplo, nas sessões de improviso que falámos acima, assim como a Save My Soul. O Pedro escreveu a maior parte das letras e compôs as linhas vocais em Castelo Branco. A 1997 fala de um tempo das nossas vidas na cidade, quando começámos a tocar e a formar bandas. Como se numa noite pudéssemos viver essa memória e ter todas as pessoas da altura presentes. O cenário é todo ele Albicastrense.
Em Vila Velha de Ródão trabalhámos mais os arranjos e as estruturas das canções. Surgiram lá muitas guitarras e sintetizadores.

GI: Há alguma canção que se destaque? Qual? Porquê?
Norton:- Para nós, todas as canções se destacam. Pensamos um disco como um todo e queremos que ele construa uma narrativa. Na versão em vinil, há uma canção extra.

GI: No conjunto as canções de Heavy Light apresentam alguma mensagem? Qual?
Norton: Há muitas mensagens neste conjunto de canções. O próprio título do disco engloba todas elas. Somos pessoas que damos muito valor ao que temos. Num mundo cada mais digital, está-se a perder o tato. O peso das coisas. Mas cada música tem um mundo particular. Transmitimos sentimentos que têm significado para nós. Há uma luz que está sempre presente, do princípio ao fim. E uma certeza de que ela não se perderá, mesmo que se veja amiúde, lá ao fundo.

GI: O que caracteriza cada uma das canções?
Norton: Diríamos que são canções pop com histórias reais e criadas, e onde canalizamos cinco anos das nossas vivências pessoais. Ouvir o disco é mergulhar no nosso universo e naquilo que experienciámos durante esse período.

GI: Depois de Castelo Branco vão continuar em digressão com o novo álbum? Onde e quando?
Norton: Infelizmente, devido à pandemia, ainda não temos nada confirmado. Em março tivemos que cancelar cerca de 10 datas para os dois meses seguintes, mas que garantidamente irão acontecer num futuro que esperamos próximo. Estamos a trabalhar com algumas salas de espetáculos no sentido de criar alternativas para dar continuidade à digressão que vamos iniciar em Castelo Branco.

GI: É verdade que está agora a ser lançado um novo álbum, mas já há planos para o próximo? Já estão a pensar nas comemorações dos 20 anos, em 2022?
Norton: Somos uma banda que está permanentemente a compor. Seja em casa ou na sala de ensaios. Há sempre uma ideia que estamos a trabalhar descontraidamente, enquanto não pensamos a sério num próximo disco. No entanto, por agora, é o Heavy Light que queremos tocar e apresentar ao vivo. Finalmente, chegou o momento para podermos defender estas canções!
Quanto aos 20 anos, sim, já andamos a pensar em ideias para comemorar uma data tão especial.
António Tavares

08/07/2020
 

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