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Edição nº 1649 - 29 de julho de 2020

JOSÉ AUGUSTO ALVES ASSEGURA QUE “OS OBJETIVOS SÃO LITERALMENTE OS MESMOS. O PROGRAMA É PARA CUMPRIR”
“A nossa prioridade é e continuará a ser as pessoas”

José Augusto Alves, que até esta segunda-feira, 27 de julho, era o vice-presidente da Câmara de Castelo Branco, devido à perda de mandato de Luís Correia, assumiu, nesse dia, a liderança da autarquia Albicastrense. A assunção de funções realizou-se num processo formal, no qual José Augusto Alves assinou um documento/ata na presença do presidente da Assembleia Municipal de Castelo Branco, Arnaldo Brás.
A partir deste momento, o presidente da Câmara de Castelo Branco, que é também provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, tem pela frente pouco mais de um ano de mandato, até às eleições Autárquicas do próximo ano.
A Gazeta do Interior falou com o novo timoneiro da Câmara, para o questionar sobre a sua visão, as estratégias e as prioridades que tem para Castelo Branco e para o Concelho, pretendendo assim apresentar respostas para muitas das perguntas que os Albicastrenses levantam neste momento de mudança na capital do Distrito de Castelo Branco.

Gazeta do Interior (GI): Desde segunda-feira, 27 de julho, é o presidente da Câmara de Castelo Branco, depois de Luís Correia ter perdido o mandato. Após cerca de três anos como vice-presidente, como vê este novo desafio na sua carreira política?
José Augusto Alves (JAA): Como todos devem saber a vida é feita de desafios. Há três anos atrás não estava no meu horizonte iniciar-me na vida política, mas depois do Dr. Luís Correia me ter lançado esse desafio e de muito ponderar, achei, aliás como já referi várias vezes, que uma vez que já tinha servido o meu País como oficial do Exército, agora, uma vez que já me encontro na reforma, poderia servir o meu concelho e os Albicastrenses.
É evidente que nunca pensei vir a estar na situação atual, lamento bastante o que aconteceu ao Dr. Luís Correia, pois foi sempre uma pessoa dedicada ao seu concelho e às suas gentes e quem com ele privava sabe perfeitamente como ele é, uma pessoa humana e sempre disponível para ouvir e ajudar as pessoas do seu concelho, mas como está previsto na Lei quando o presidente sai, seja por que motivo seja, quem acede normalmente é o vice-presidente e é o que está a acontecer neste momento.
É claro, que estes três anos na Câmara de Castelo Branco deram-me alguma perspetiva do que é o trabalho autárquico e o conhecimento desse mesmo trabalho, pelo que este é um novo desafio e irei continuar a desempenhar as minhas funções sempre com o sentido de querer o melhor para a comunidade Albicastrense, que tudo merece, a nossa terra e o nosso concelho, foi isto que sempre esteve presente na nossa atuação durante este mandato.

GI: Com as alterações no executivo, Carlos Semedo passa a ser o novo vereador do Partido Socialista (PS), no executivo. Quanto ao novo vice-presidente, já está definido quem ocupará esse cargo? Quem?
JAA: Sim, será o doutor Jorge Pio.

GI: Haverá redistribuição de pelouros? Como será?
JAA: Sim. O presidente José Augusto Alves fica com os pelouros Juntas de Freguesia, Urbanismo, Proteção Civil, Ação Social; Relações com as instituições e associações, Espaços verdes/Ambiente e Segurança dos Cidadãos. O vice-presidente Jorge Pio com Administração geral e controle financeiro, Participação e relação com os cidadãos, Educação, Desporto, Gestão patrimonial, Cidades inteligentes e tecnologias de informação e Mobilidade e transportes. Maria José Batista com os Serviços Municipalizados de Água, Saneamento e Resíduos Sólidos e Questões de igualdade. Cláudia Soares com Desenvolvimento económico e turismo e Empreendedorismo e Inovação. E Carlos Semedo com a Cultura e com a Juventude.

GI: Em termos de estratégia da Câmara, está delineada alguma nova estratégia, ou será dada continuidade à que foi desenvolvida até agora?
JAA: Ainda bem que me faz essa pergunta, porque as circunstâncias em que cheguei a presidente de Câmara obviamente, não terão qualquer influência no programa e no projeto, que foi o vencedor nas eleições Autárquicas em 1 de outubro de 2017. Os objetivos são literalmente os mesmos. O programa é para cumprir.

GI: Quais considera que são as grandes prioridades para Castelo Branco? E para o Concelho?
JAA: Considerar os Albicastrenses, como o nosso maior património, é comprometermo-nos a preservar as nossas tradições, a nossa cultura, a nossa gastronomia, a nossa história e assim continuaremos a construir um ambiente inovador e empreendedor, com o desígnio de tornar Castelo Branco no melhor concelho para viver, visitar e investir.
Da promoção cultural, à promoção turística, do apoio à economia local, ao desporto ou à área social, o município tem pautado a sua ação pela implementação de uma estratégia clara e transversal a todas as áreas de atuação.
Uma visão estratégia, que se tem materializado ao longo dos últimos anos e que tem como objetivo central o desenvolvimento de todo o Concelho, sempre em prol da comunidade Albicastrense.
A nossa prioridade é e continuará a ser as pessoas, é a pensar no seu bem-estar e qualidade de vida, que trabalhamos todos os dias, gerando mais dinamismo, atraindo mais investimento para o nosso concelho e criando oportunidades e condições para tornar Castelo Branco um destino cada vez mais atrativo.

GI: Como vice-presidente da Câmara manteve o cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco. Agora, que é presidente da autarquia, o que exige maior disponibilidade, vai manter a provedoria da Misericórdia, ou não? Porquê?
JAA: Como também já foi dito e redito, não há nenhuma incompatibilidade em ser vice-presidente ou outro cargo público com o de provedor ou presidente de uma direção de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e isto porquê, porque esses cargos são trabalho meramente voluntário, como qualquer outro voluntariado, em que não há lugar a qualquer tipo de remuneração. Isto depende tão só da vontade de cada um, da sua sensibilidade, da sua solidariedade em querer ajudar o próximo. Por isso não compreendo como se tem feito tanto alarde acerca desse assunto.
Muito se tem falado sobre esta questão, mas só fala quem nada sabe de IPSS. O provedor não é uma pessoa sozinha que dirige a instituição, o provedor é apenas o líder de uma equipa, chamada no caso das Misericórdias, de Mesa Administrativa e no caso da Santa Casa de Misericórdia de Castelo Branco, somos uma equipa com sete elementos, em que cada um tem os seus pelouros atribuídos e é essa equipa que decide o que se deve fazer ou não e também quero dizer que é uma equipa muito coesa, assim temos o trabalho facilitado.
Como sabem, hoje é fácil podermos decidir sem ter que estar presente, os meios tecnológicos permitem-nos isso e veja-se o que está a acontecer atualmente com a pandemia, com tanta gente em teletrabalho.
Ainda sobre esse assunto, se quiserem fazer uma pequena pesquisa irão ficar surpreendidos com a quantidade de provedores, que para além desse cargo estão envolvidos na política. No meu caso até tenho a vida facilitada, pois a instituição de que me orgulho de ser provedor encontra-se na mesma localidade, mas há provedores que a instituição que dirigem dista cerca de 30 quilómetros da localidade onde exercem ou exerceram o seu poder autárquico e nunca foi colocado em causa, nem uma coisa nem outra.
Isso depende da organização de cada um e da sua capacidade de trabalho e de liderança, é claro que tenho uma boa equipa e quero dizer que na Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, tanto os órgãos sociais, como colaboradores e, sobretudo, os nossos utentes me pediram para não os deixar e disseram-me durante estes últimos dias de uma forma tão emotiva, que me sensibilizou e muito e por eles irei fazer todos os possíveis para me manter como provedor e continuar a desempenhar da melhor forma possível esse cargo como o tenho feito até aqui.

GI: Estamos a pouco mais de um ano das eleições Autárquicas de 2021. O facto de agora estar na presidência da Câmara, poderá ser o passo inicial para se candidatar no próximo ato eleitoral? Porquê?
JAA: Agora estamos a iniciar este percurso é neste ponto que me quero focar.
António Tavares

29/07/2020
 

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