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RESIDÊNCIA ARTÍSTICA NO CENTA
100 palavras

Durante esta semana, até Domingo, o CENTA recebe a residência artística do projecto 100 Palavras, inserido no programa Interfaces, com produção do Núcleo de Experimentação Coreográfica. Integram o conselho artístico deste programa Ana Figueira, Ezequiel Santos e Joclécio Azevedo.

Durante esta semana, até Domingo, o CENTA recebe a residência artística do projecto 100 Palavras, inserido no programa Interfaces, com produção do Núcleo de Experimentação Coreográfica. Integram o conselho artístico deste programa Ana Figueira, Ezequiel Santos e Joclécio Azevedo.

100 Palavras é uma co-criação entre Wilma Mou-tinho, que é designer de luz, e do artista plástico e actor Victor Hugo Pontes que, durante esta residência, irão dar continuidade ao projecto que se iniciou em Abril numa outra residência em Montemor-o-Novo, no Espaço do Tempo.

Como intérpretes, estarão os criadores juntamente com Elisabete Magalhães e Joana Antunes. O Projecto terá a sua apresentação final em Outubro, no Rivoli Teatro Municipal no Porto.

Ficar sem palavras ou ter 100 palavras que não dizem nada. Esta é uma questão levantada neste espectáculo, que também questiona onde é que tudo começa ou até onde se pode jogar, já que compara o corpo a um jogador, que procura uma vitória, ou um feito vitorioso.

Construir é significado de saber as regras do jogo que se joga, em que o único objectivo é ganhar.

Questiona ainda o que é que nos faz sentir felizes, se o jogar ou o ganhar o jogo. "Estamos a perder, mas para ganhar. O importante não é o resultado, mas o percurso, cada uma das partidas em que se divide o jogo, a sensação de expectativa, o vício, quem sai ou quem fica. Não jogamos a dinheiro, mas a sentimentos. A verdade é uma troca e, para passar à fase seguinte, tens que me dar um pouco de ti", refere a sinopse.

No final existe sempre uma sensação de alegria e uma de desânimo, já que uns ganham e outros perdem. "Esta é a regra. Será que podemos sair todos vencedores, ou o jogo não interessa para nada e é simplesmente um pretexto para outras coisas? Vamos jogar, seja por passatempo ou por divertimento. Vamos pôr-nos em jogo. A vida como um jogo. Um da cada vez e à vez cada um".

O objectivo deste projecto não é um espectáculo cristalizado numa representação quotidiana de um mesmo resultado de pesquisa, mas sim a aplicação a diferentes matérias das regras encontradas. O resultado será um espectáculo diferente todas as noites.


17-08-2005 | Edição: 870
 
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