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PAI DO TODO-O-TERRENO MORREU SÁBADO VÍTIMA DE CANCRO
Viagem de José Megre termina nas Águas, terra natal
Na aldeia natal, que visitava mais frequentemente no último ano, todos o recordam como um "homem bom, que gostava de ajudar"
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José Megre deixou o mundo do automobilismo de luto e não só. Na aldeia natal, que visitava mais frequentemente no último ano, todos o recordam como um "homem bom, que gostava de ajudar". Vítima de cancro do pulmão, o pai do todo-o-terreno português faleceu sábado no Hospital das Descobertas, em Lisboa. O funeral teve lugar no dia seguinte na Freguesia de Águas, no Concelho de Penamacor. A sua partida representa uma perda inestimável para o automobilismo português em geral e para o desporto motorizado da Região em particular.
José Megre foi o grande responsável por fomentar o todo-o-terreno em Portugal como uma actividade desportiva e de lazer. Nestas e noutras viagens aos países do Mundo, conduziu mais de 930 mil quilómetros fora de Portugal. Ven- deu a sua empresa Organizações Aventura ao Automóvel Club de Portugal (ACP), em 2006 e era agora consultor dos eventos – Baja Portalegre, Rali Transibérico, 24 Horas de Fronteira – actualmente organizados pelo Automóvel Club de Portugal.
Actualmente estava concentrado em viajar – tentando conhecer todos os países do Mundo. Ficou-lhe apenas a faltar o Iraque depois de uma tentativa falhada de entrar no país pelo Kuwait, em direcção a Bassorá.
Estava também dedicado à sua propriedade de família, situada nas Águas, Penamacor, Beira Baixa, onde construiu dois circuitos de todo-o-terreno, de 10 quilómetros cada um, e onde apresentou uma exposição da sua colecção de brinquedos e miniaturas, para além dos automóveis e motos da sua vida, em Setembro de 2008.
Com mais de meia centena de expositores, dos mais variados objectos ou veículos, a Feira do Coleccionismo e do Veículo Antigo fez-se no antigo lagar de azeite da quinta sob a marca de José Megre e do Clube Aventura, num fim-de-semana que chamou à aldeia de Águas, mais de cinco mil visitantes vindos de Norte a Sul do País. Num gesto de amizade, aos naturais de Águas não era cobrada entrada para a feira. Os gestos de amizade que mantinha com as pessoas da aldeia, onde era conhecido por "o senhor engenheiro" eram por todos reconhecido. A infância de José Megre passou por Lisboa, mas com a irmã passava largas temporadas com os tios nas Águas.
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