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12 de dezembro de 2018

UMA VIDA DEDICADA A VALORIZAR AS PESSOAS
O professor Joaquim Martins continua connosco, sempre!

Há quem parta, ficando.
Esta semana, o professor Joaquim Martins não está a acompanhar o fecho da edição da Gazeta, a ver página a página, texto a texto, o que os leitores vão ler. Não está fisicamente, mas está, e estará sempre, espiritualmente, pois a sua presença será uma constante, mantendo viva a memória de quem estava sempre ali para elogiar um texto, ou uma foto. De quem estava sempre disponível para um conversa, independentemente do tema.
É verdade que tal como aconteceu ao longo das últimas edições já não assinará os Apontamentos da Semana..., mas também isso fica para sempre na memória. O cancro levou o professor Joaquim Martins e, ironicamente, naquele que foi o seu último Apontamentos da Semana..., valorizando as pessoas, como tão bem o sabia fazer, dedicou as suas linhas à Semana da Luta Contra o Cancro, que começava precisamente nesse dia, 31 de outubro. Um texto no qual realçava que “colaborar no pe-ditório da Liga é uma das formas de ser solidário na luta contra o cancro. E uma das formas de ser próximo dos que lutam contra a doença e que-rem viver e vencer”.
É precisamente esse espírito de vencer, de lutar sempre, que caracterizava tão bem o professor Joaquim Martins. Um Homem que ao longo da sua vida sempre lutou, sem vacilar, revelando o máximo empenho naquilo em que se envolvia, e não foram poucas as causas que o atraíram, muito pelo contrário, abarcando áreas como a educação, a política, a religião, a cultura e a cidadania, entre muitas outras.
A Gazeta também foi importante na sua vida, estando com ela desde a sua origem, como acionista, para mais tarde se envolver ainda mais integrando a Administração, que acabaria por vir a presidir, ao mesmo tempo que acumulava o cargo de diretor. A Gazeta que sempre defendeu fazendo ver a importância de uma Comunicação Social isenta, rigorosa e importante para defesa da Região, principalmente de quem cá vive, as pessoas.
Aliás, e nunca é demais repeti-lo, as pessoas eram, de facto, a base para tudo na perspetiva do professor Joaquim Martins. Que o diga quem o teve como professor, que não foi o meu caso, mas que o diga quem teve o privilégio de conviver com ele, conhecendo a sua faceta vincadamente humanista. Quem convivia com o professor Joaquim Martins sabia que tinha nele uma pessoa com quem falar abertamente, sem rodeios, qualquer que fosse o tema. Mesmo quando as opiniões eram divergentes, o respeito imperava e, por isso, qualquer conversa, por mais banal que fosse, era sempre enriquecedora.
São essas conversas que já são saudade, mas são também essas conversas que já são eternas.
É a lembrança eterna desses momentos que fica, seja durante o ano, em Castelo Branco, seja nas férias de verão, em agosto, em Vila Nova de Milfontes. No próximo ano, quando olhar para aquela casa lá mais à frente não verei o professor Joaquim Martins, mas fica combinado, na Praia do Malhão, frente à imensidão do mar, as conversas manter-se-ão.
Até já professor!
António Tavares

12/12/2018
 

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