22 julho 2015

Oposição queixa-se de não ter sido auscultada sobre o plano estratégico para Castelo Branco
Luís Correia acusa vereadores do PSD de prestarem “mau serviço” ao Concelho

Os vereadores sociais-democratas na Câmara de Castelo Branco queixaram-se, na reunião pública do executivo realizada sexta-feira, de não terem sido auscultados sobre o plano estratégico para o Concelho.
Em resposta, o presidente do executivo, Luís Correia, acusou a oposição de prestar um “mau serviço” ao Concelho, ao persistirem numa atitude do “bota-abaixo”.
“Nunca nos foi pedida a opinião, ao contrário do que foi dito (durante a apresentação do plano) que tinha sido conversado com todo o executivo”, afirmou o vereador do PSD, João Paulo Benquerença.
Este responsável teceu ainda críticas ao programa Castelo Branco Estratégia de Futuro, apresentado recentemente pelo município e que se encontra em consulta pública até ao dia 7 de agosto.
“A montanha pariu um rato. Aquilo que seria uma grande ideia tornou-se num conjunto de ações. Não se tira qualquer conclusão sobre onde queremos chegar em 2020”, disse.
O vereador da oposição voltou a lamentar o facto de o documento não ter sido alvo de uma “ampla discussão” antes de ser apresentado publicamente.
Reagindo à postura dos sociais-democratas, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, acusou-os de prestarem um “mau serviço” ao Concelho, “porque persistem numa atitude do bota-abaixo”.
O autarca socialista acusou ainda João Paulo Benquerença de não perceber “o que é uma estratégia, uma política e uma ação” e desafiou os sociais-democratas a apresentar as suas propostas, visto tratar-se de um documento aberto”.
“A atitude da vossa parte não me surpreende. Essas atitudes já chegaram a ter aspetos mesquinhos”, afirmou.
Luís Correia adiantou ainda que foram ouvidas as forças vivas da cidade sobre o plano estratégico e reforçou o desafio à oposição: “Venham lá as vossas propostas. Dissemos que este é um documento aberto”.
Na reunião do executivo, a oposição confrontou e pediu esclarecimentos ao presidente do município, sobre a recente demolição de um edifício com portados quinhentistas.
“A Câmara demoliu um edifício com portados quinhentistas, algo que considero um crime do ponto de vista cultural”, afirmou o vereador do PSD, Paulo Moradias.
O presidente do executivo remeteu explicações para os serviços técnicos que explicaram que o edifício demolido não estava classificado e encontrava-se em ruína.

 

20/07/2015
 

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