28 de junho de 2017

CONFERÊNCIA REALIZADA NAS TERMAS DE MONFORTINHO
Fecho da Central de Almaraz defendido a uma só voz

A Câmara de Idanha-a-Nova manifestou a sua posição contra o prolongamento da vida da Central Nuclear de Almaraz para lá de 2020, com a organização de uma conferência, dia 24 deste mês, em parceria com a eurodeputada Ana Gomes. A iniciativa relançou o debate público sobre os perigos desta bomba relógio, situada a menos de 100 quilómetros da fronteira portuguesa.
A partir de Termas de Monfortinho, junto da fronteira com Espanha, a eurodeputada apelou à mobilização das comunidades portuguesas e espanholas, em particular as populações raianas, contra o prolongamento do funcionamento de uma Central que é “uma ameaça muito real”.
Ana Gomes afirmou que “vamos acordar as populações de Portugal de Espanha para se mobilizarem, para que os governos não tirem esta questão da agenda”, aproveitando para felicitar a Câmara de Idanha-a-Nova, na pessoa do seu presidente Armindo Jacinto, pela organização da conferência.
Armindo Jacinto lembrou que Idanha-a-Nova, à semelhança dos restantes municípios portugueses, “não foi chamada a pronunciar-se sobre a instalação da Central Nuclear de Almaraz, mas agora é o momento crucial para dizermos não à sua continuidade para além de 2020”, a data de encerramento que está determinada.
A preocupação cresce com a decisão do governo espanhol de construir um armazém para resíduos nucleares na Central de Almaraz, a mais antiga do país, prevendo-se a renovação da licença para funcionar mais 40 anos.
“Este é o momento decisivo para fazermos ouvir a nossa voz, numa altura em que os países europeus têm de discutir os seus planos energéticos. As pessoas têm de ser ouvidas”, defendeu Armindo Jacinto, alertando que “Almaraz é uma bomba relógio que temos à nossa porta”.
O debate público em torno do futuro desta Central Nuclear, que tem tido vários problemas de funcionamento, reuniu responsáveis do poder local, eurodeputados, responsáveis da Comissão Europeia, especialistas do nuclear e ambientalistas de Portugal e de Espanha, académicos e outros representantes da sociedade civil. Os jornalistas Fernanda Gabriel e Diego Carcedo foram os moderadores.
A Comissão Europeia esteve representada por Massimo Garribba, da Direção-Geral de Energia, que escutou a posição firme dos participantes: a exigência do encerramento da Central Nuclear de Almaraz em 2020.

28/06/2017
 

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