Edição nº 1835 - 13 de março de 2024

CULTURA
Antologia Tarde Azul Poemas de Amor de Saúl Dias Desenhos de Julio apresentada no Museu

A antologia poética Tarde Azul Poemas de Amor de Saúl Dias Desenhos de Julio, organizada pela crítica de arte (AICA) e poeta Maria João Fernandes e pelo poeta Gonçalo Salvado é apresentada pelos autores, esta quinta-feira, 14 de março, a partir das 17 horas, no Museu Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, no contexto da exposição aí patente até 7 de abril. Tarde Azul O Universo Amoroso de Julio/Saúl Dias é uma organização da Câmara de Castelo Branco em colaboração com a Casa da Memória da Câmara Municipal de Vila do Conde, detentora do espólio do artista.
O programa começa com um momento musical, inédito, da interpretação da poesia de Saúl Dias pelo mestre da Guitarra Portuguesa Custódio Castelo e pela fadista Ana Paula Martins, evocando a importância do Fado e da Guitarra Portuguesa na obra de Julio/Saúl Dias.
Seguir-se-á a apresentação da antologia pelos seus autores, Maria João Fernandes e Gonçalo Salvado.
Um recital de poesia de Saúl Dias pelos alunos da Escola Secundária Nuno Álvares fechará a sessão.
A antologia que reúne os mais significativos poemas de amor de Saúl Dias e alguns dos mais belos desenhos de Julio, a primeira e única editada até à data sobre este nome cimeiro da arte e da poesia portuguesas, deu o título e esteve na génese da exposição comissariada por Maria João Fernandes e Gonçalo Salvado e pretende lembrar e dar a conhecer “um dos mais puros líricos da moderna poesia portuguesa”, como afirma Guilherme de Castilho. Uma poesia que segundo Jorge de Sena é “uma das mais notáveis das que apareceram sob a égide da revista Presença” e que se caracteriza “por uma delicadeza de expressão que leva a uma depuração excecional, uma linha poética que vem diretamente de Camilo Pessanha, como e referido em Saúl Dias, Líricas Portuguesas).
A poesia de Saúl Dias e o desenho de Julio, representam neste livro as duas faces de um mesmo universo amoroso e ao mesmo tempo inserem-se numa vasta tradição portuguesa e europeia, a do diálogo entre poesia e visualidade com expressão nos principais movimentos culturais do século XX português passando pela revista Presença e pelo Surrealismo de que Julio foi precursor e intérprete.
No texto introdutório Maria João Fernandes escreve que “Da realidade a grande poesia extrai naturalmente a seiva do arquétipo e deslumbram-nos a sua respiração e o seu brilho. A tarde azul cristaliza as formas íntimas do éden numa primavera fugaz que o milagre da poesia faz eterna. Na obra poética de Julio/Saúl Dias procurámos a vibração uníssona com os arquétipos de uma simplicidade mágica e amorosa que floresce apenas ao sol e à luz do amor. Diálogo da palavra e do arabesco, expressão alquímica de mágica síntese, a obra de Julio/Saúl Dias apresenta-se hoje, uma vez mais, como a resposta do sonho, alternativa aos erros da civilização, para ser vivida e amada, como só os grandes criadores, e raros o foram ou o são, nos oferecem. primavera da alma, florescendo ainda, sempre, sem perder nada do seu perfume e da sua intocada luz”.
Gonçalo Salvado por sua vez, refere na sua nota de abertura que “Com a presente recolha de poemas de índole amorosa de Saúl Dias e de desenhos e aguarelas de Julio, pretendemos tornar mais visíveis, depurando-as, as linhas de força da sua essencialidade, um amor nunca totalmente carnal, mas orientado para a transcendência, marca fundamental do lirismo português com raízes profundamente platónicas e bíblicas. (…) Procurámos ir ao encontro do que nos parece ser a oculta narratividade latente no conjunto da obra poética de Julio/Saúl Dias realçando as personagens centrais de uma história de amor presente também na pintura. Numa incessante busca do amor em que se diluem os contornos entre o sonho e a realidade, eterno reflorescer do intensamente do vivido que a tarde azul representa”.

13/03/2024
 

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