António Tavares
Editorial
O Regadio a Sul da Gardunha – Bloco da Marateca e a Barragem do Barbaído são os protagonistas de uma discussão na qual muita água, se a houver, ainda vai passar debaixo da ponte.
Em causa estão muitas questões relacionadas com o bem mais precioso para a vida humana, a água, que já esteve na origem de muitas guerras. Afinal trata-se de um bem escasso quando se fala de água doce, uma vez que na Terra apenas 2,5 por cento da água tem essa característica, além de haver a considerar que resultado das alterações climáticas, com o aumento da temperatura, este seja um líquido cada vez com maior valor.
Dito isto, no que respeita ao Regadio e à Barragem são de facto dois pontos que merecem ser tratados seriamente. Aliás, que devem ser valorizados de uma vez por todas, tendo como pano de fundo o interesse das pessoas e da Região. Por isso não se percebe, ou melhor, até se percebe, a razão pela qual estes temas têm estado relativamente esquecidos há tanto tempo, e só agora tenham ganho uma nova vida. Mas, quer se queira, quer não, 2025 é ano de eleições Autárquicas e cada força partidária quer conquistar eleitores e atacar os adversários.
Ou seja, o aproveitamento político é notório, quando o que é realmente importante é a verdadeira defesa da população, que deverá passar pela real implementação de um plano de ordenamento da Barragem de Santa Águeda/Marateca e pela desejada construção da Barragem do Barbaído. Por isso, esperemos que com tudo isto não se meta água num tema tão importante e delicado.