A narrativa da Estrela de Belém a partir da história e da astronomia
O Centro de Interpretação da Arte Rupestre do Vale do Tejo (CIART), em Vila Velha de Ródão, promoveu, dia 3 de janeiro, a sessão A Estrela de Belém, convidando Miguel Gonçalves e o público a revisitar este episódio tradicional a partir da astronomia e da história.
Conhecido pela rubrica A Última Fronteira, da RTP, Miguel Gonçalves levou ao CIART uma conversa dedicada ao mistério da Estrela de Belém, que cruzou os relatos bíblicos com as principais hipóteses astronómicas. Durante a apresentação foram expostas várias hipóteses científicas para o fenómeno, como a passagem de um cometa ou diferentes configurações e alinhamentos de planetas visíveis a olho nu, que podem ter marcado o céu há mais de dois mil anos.
Numa conversa onde não faltaram perguntas do público atento, o CIART “assumiu a sua missão de promoção de encontros e descobertas, dando aos participantes oportunidade de olhar para a história e pensar de que modo a ciência e tradição se relacionam, e que, desde sempre, tem fascinado a humanidade. De fontes recentes da investigação em astronomia, sabe-se que não houve, naquela altura, nenhum fenómeno astronómico de relevo. Ter-se-ia que recuar algumas centenas de anos para que aquela hipótese se pudesse considerar”.