Edição nº 1942 - 15 de abril de 2026

João Carlos Antunes
Apontamentos da Semana...

A ESTUPIDEZ MATA. Esta é uma expressão que muitas vezes ouvimos ou lemos por aí. Transcende o insulto gratuito; ela funciona como um alerta sobre as consequências práticas e, por vezes, fatais da negligência, da ignorância deliberada e da falta de discernimento.
É impossível não pensar nesta expressão quando acompanhamos as tontices que diariamente são magicadas na cabeça de Trump, numa espiral de evidente senilidade e demência. A ignorância é um estado, mas a estupidez costuma ser uma escolha (ou uma omissão) diante do perigo óbvio. Quando à ignorância, e Trump é o presidente mais ignorante (em todas as áreas do conhecimento científico e da cultura) que já habitou a Casa Branca, se junta a estupidez (e querem coisa mais estúpida que começar uma guerra sem planos, sem objetivos claros e sem pensar o dia depois?), então temos o caos em todos os sentidos: diplomático, económico e humanitário.
Um escritor inglês quando lhe perguntaram porque não gostava de Trump disse: “Algumas coisas vêm-me à cabeça. Faltam a Trump certas qualidades que os britânicos tradicionalmente apreciam. Por exemplo, não tem classe, nem encanto, nem credibilidade, nem compaixão, nem inteligência, nem cordialidade, nem sabedoria, nem subtileza, nem sensibilidade, nem autoconsciência, nem humildade, nem honra e nem graça - todas estas qualidades, curiosamente, com que o seu antecessor, o Sr. Obama, foi generosamente abençoado. Além disso, gostamos de rir. E embora Trump possa ser risível, nunca disse nada de irónico, espirituoso ou sequer ligeiramente divertido – nem uma vez, nunca. Se ser idiota fosse um programa de TV, Trump seria uma série completa”.
E nem o Papa Leão XIV escapou aos insultos, acusando-o de fraco e de “pessoa péssima”, lunático de esquerda (tal como havia já classificado o Papa Francisco), que só foi escolhido para agradar ao presidente, ele mesmo. Depois de se ter apresentado, com a ajuda da Inteligência Artificial, investido de papa, agora, em imagem também criada pela IA, toma a figura de Jesus Cristo a ressuscitar um morto, com os anjos substituídos por aviões de guerra e soldados. A representação foi descrita por católicos e cristãos de todo o Mundo, também por muitos católicos americanos seus apoiantes, como infantil, absurda, blasfema e ofensiva.
E foi esta pessoa que pôs os EUA como proxy de Israel e que lançou o Mundo na instabilidade e na crise económica global, do qual não se conhece ainda o fim, mas que se adivinha possa vir a piorar.

E PARA FECHAR OS APONTAMENTOS com assunto bem mais agradável, falemos do Beijo. Com letra maiúscula porque no dia em que escrevo é o seu Dia Mundial. Um ato humano que não é um comportamento universal na espécie humana mas que se pratica há mais de 20 milhões de anos. A antropologia vê o beijo como um gesto complexo que mistura uma herança evolutiva antiga com interpretações culturais diversas. E parece que faz bem ao psique e ao físico, que consome bastas calorias e ajuda a diminuir a pressão arterial. Por isso, não deixe para amanhã o beijo, fraterno, amigo ou apaixonado, que pode dar hoje!
Contra a guerra na Ucrânia, no Irão, no Líbano e noutras partes do Mundo. Contra Trump, Putin, Netanyahu e todas as outras coisas ruins deste mundo, pelo Amor. Bom Dia Mundial do Beijo.

15/04/2026
 

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