Edição nº 1952 - 24 de junho de 2026

ENTRE ESTA QUINTA-FEIRA E DOMINGO
Salva a Terra Ecofestival está aí

O Salva a Terra Ecofestival regressa a Salvaterra do Extremo, no Concelho de Idanha-a-Nova, entre esta quinta-feira, 25 de junho, e o próximo domingo, 28 de junho, numa coorganização da Câmara de Idanha-a-Nova, da União das Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo e da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, com o apoio da ARI Geografia Criativa - Festival da Paisagem 2026.
Durante quatro dias o festival pretende criar uma consciência mais ecológica e ambiental, promovendo a distribuição dos seus lucros a favor do Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) de Castelo Branco. A ecologia, a sustentabilidade e o diálogo multidisciplinar e intercultural são também preocupações do Salva a Terra Ecofestival que traz participantes de países tão distintos, como Portugal, Espanha, Finlândia, Irão, Geórgia, Marrocos e Índia.
Emmy Curl, CABRA, Orfeão de Leiria, Bia Maria, Curcumbia, Sitar Jugalbandi e dois momentos DJ, com Soundsisters Morocco e Rádio Barraka, são alguns dos nomes presentes no festival.
O festival tem cinco palcos, que são o Terra, Pelourinho, Igreja, da Misericórdia e Lusco-Fusco, que levarão ao público diferentes sonoridades e experiências musicais, dando a conhecer artistas de países tão diversos, como Portugal, Espanha, Finlândia, Geórgia, Irão, Índia e Marrocos. Além da programação musical, o Salva a Terra Ecofestival oferece ainda uma programação paralela com atividades como oficinas de música e dança, ou yoga. A Quercus, que coorganiza o festival, preparou também um conjunto de iniciativas que incluem jogos pedagógicos, oficinas familiares, caminhadas e conversas, na grande maioria dirigidas a todas as idades, como o espaço infantil Pequenos Salvadores da Terra e a Feirinha das Crianças. Há ainda uma banca da Quercus e da CERAS, para a qual revertem os lucros do festival, além de exposições.
O concerto de abertura do festival realiza-se esta quinta-feira, 25 de junho, às 21 horas, na Igreja Matriz de Salvaterra do Extremo, com Sussurros do Levante, trio que explora repertórios tradicionais ibéricos através da sanfona, viola braguesa e adufe. De seguida, o Palco Pelourinho acolhe emmy Curl, distinguida em 2025 com o Prémio José Afonso pelo álbum Pastoral. A primeira noite termina no Palco Terra, junto à Igreja Matriz, com Bandua e Idalina Gameiro, projeto que cruza música eletrónica e tradição oral portuguesa.
Nos dias seguintes, atuam nomes como Bia Maria, Ana Pinhal, MariaSilva & Coro do Salva, Radio Barraka e o coletivo CABRA, com Efrén López, Juanfran Ballestero, Carlos Ramírez e Isabel Martín. Curcumbia aproxima ritmos latino-americanos e sonoridades festivas inspiradas na cumbia; enquanto, do Porto, chega Balklavalhau, um grupo que percorre reportórios balcânicos e mediterrânicos e que junta músicos de diferentes nacionalidades. O Palco Lusco-Fusco dará também voz a Rumi & Shams, projeto liderado por Mostafa Taleb, dedicado à música clássica persa, assim como a Sitar Jugalbandi, da Índia, concerto centrado na tradição clássica do sitar e da tabla, e ainda a uma viagem meditativa e sensorial conduzida por Bruno Teixeira, multi-instrumentista e musicoterapeuta.
Destaque para a parceria com o Kaustinen Folk Festival Finlandia, com os violinistas Erkki Virkkala & Iikka Huntus e o bailarino e músico Viljami Timonen. Da Geórgia chega Didgori Ensemble, que traz ao festival a tradição da polifonia georgiana, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, em 2001. O grupo Soundsisters Morocco aproxima harmonias vocais marroquinas, ritmos gnawa e tradições musicais do Norte de África através de uma abordagem contemporânea construída a partir de repertórios tradicionais.
A edição deste ano acolhe ainda, no próximo sábado, 27 de junho, o showcase The Digital Dimension of the Network of UNESCO Cultural Spaces (DigitICH), uma iniciativa internacional dedicada à preservação e divulgação do património cultural imaterial, reunindo sonoridades da Letónia, Estónia, Finlândia, Geórgia, Itália, Croácia, Macedónia do Norte e Eslováquia.
O festival termina no próximo domingo, 28 de junho, às 20h30, com Sons da Terra e da Tradição, um espetáculo criado pelo Orfeão de Leiria em colaboração com as Adufeiras de Idanha-a-Nova, combinando património imaterial, criação contemporânea e memória coletiva através da percussão, canto tradicional e performance.
À semelhança das edições anteriores, a entrada no festival é livre, assim como o campismo.

24/06/2026
 

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