Edição nº 1952 - 24 de junho de 2026

António Tavares
Editorial

O Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, somou mais um êxito. Nos dois dias de prova, na passada sexta-feira e sábado, 19 e 20 de junho, milhares de pessoas acompanharam o seu desenrolar à beira das estradas, apesar do Rali não contar com a presença de muitas das principais equipas e pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, devido a uma decisão da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), que, incompreensivelmente, obrigou a que equipas e pilotos tivessem de optar entre pontuar no Rally de Lisboa ou no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão.
A maioria optou pelo rali da capital, mas, mesmo assim, a prova que percorreu as estradas dos concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão foi altamente competitiva, com a emoção a estar sempre presente até ao final.
A juntar a isto há, uma vez mais, a juntar a exemplar organização da Escuderia Castelo Branco (ECB) que, doa a quem doer, é uma referência no que respeita à organização de provas de desportos motorizados.
Ou seja, com uma organização exemplar, com milhares de fãs à beira da estrada e com troços bonitos, mas ao mesmo tempo exigentes para os pilotos, o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, foi igual a ele mesmo, ocupando um lugar de topo na modalidade.
Agora, há que esperar que a FPAK ponha os olhos no que é este rali e perceba aquela que foi uma bofetada de luva branca e não volte a prejudicar esta prova, com a agravante de por em causa a credibilidade desportiva dos ralis, quando é ela, ou devia ser, a responsável por assumir esse papel.

24/06/2026
 

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