PARA DEBATER O FUTURO DAS ALDEIAS HISTÓRICAS
Idanha-a-Velha recebe oficina internacional
A Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha, no Concelho de Idanha-a-Nova, está a acolher, desde o passado domingo, 30 de agosto, a oficina internacional ICADA Idanha-a-Velha: projetar a partir da história, que decorre até ao próximo domingo, 6 de setembro.
A iniciativa resulta do protocolo celebrado entre a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) e a Associação de Desenvolvimento Turístico Aldeias Históricas de Portugal (AHP-ADT).
O evento integra o plano de atividades do International Centre for Architectural Design and Archaeology (ICADA), um grupo de investigação internacional constituído pela FAUP, pela Università degli Studi Roma Tre, de Itália, e pela Escuela Técnica Superior de Arquitetura da Universidad de Valladolid, de Espanha.
Tendo a mítica Idanha-a-Velha como território de estudo, a oficina propõe uma análise técnica sobre o papel do projeto de arquitetura em contextos de elevado valor histórico e patrimonial. O programa foca-se nos processos de transformação da aldeia e nos atuais desafios associados à preservação, valorização e desenvolvimento sustentável da Rede das Aldeias Históricas de Portugal.
Atualmente, através da Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE Aldeias Históricas de Portugal 2030, a rede prossegue uma visão de progresso assente na salvaguarda do património arquitetónico, histórico, cultural e natural, em paralelo com a dinamização da economia local e a coesão social. A oficina utiliza as ferramentas do projeto de arquitetura para estudar estas temáticas no terreno.
Fundada pelos romanos nos finais do século I a.C., a localidade passou a designar-se Egitânia em meados do século VI. O seu longo percurso inclui a formação de latifúndios no século XIX, como o da família Marrocos, que englobava a totalidade da aldeia e deixou fortes marcas no conjunto do edificado. No final da década de 1990, o Programa de Recuperação das Aldeias Históricas (Quadro Comunitário de Apoio II) permitiu uma intervenção de reabilitação coordenada pelo Atelier 15, dos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, que operou sobre edifícios estratégicos da aldeia.
A oficina reúne 26 participantes selecionados a partir das três instituições académicas parceiras. A comitiva distribui-se em 10 vagas para estudantes da FAUP, oito para a Università degli Studi Roma Tre e oito para a Escuela Técnica Superior de Arquitetura da Universidad de Valladolid (ETSAVA).
A coordenação da oficina é assegurada pelos arquitetos Pedro Alarcão, Mariana Sá e Luís Urbano. O corpo docente internacional integra os especialistas Carlos Rodriguez, Cristina Casadei, Darío Alvarez, Luigi Franciosini, Luís Urbano, Mariana Sá, Miguel la Iglesia e Pedro Alarcão.