Edição nº 1962 - 9 de setembro de 2026

NO CENTRO DE CULTURA CONTEMPORÂNEA DE CASTELO BRANCO
Bienal de Artes e Ofícios termina com balanço “muito positivo”

O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCB) acolheu, na passada sexta-feira e sábado, 4 e 5 de setembro, a estreia da Bienal Internacional de Artes Ofícios.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, salientou que “os saberes tradicionais só permanecem vivos se forem capazes de dialogar com o presente e de construir caminhos para o futuro. O artesanato, as artes e os ofícios tradicionais são antes de mais património, memória e identidade de comunidades, mas não queremos olhar para esta herança apenas com nostalgia. Queremos olhar para ela como um recurso vivo, capaz de criar valor, gerar oportunidades e estabelecer pontes entre culturas e pessoas”, para destacar que com a Bienal, “Castelo Branco é, por dois dias, um lugar de encontro de artesão e de criadores”, entre outros.
Leopoldo Rodrigues recordou que “somos uma Cidade Criativa da UNESCO na área do artesanato e artes populares e assumimos essa distinção não apenas como um reconhecimento, mas sobretudo como uma responsabilidade, para com os nossos artesãos, para com o nosso património, para com as novas gerações e com a rede de cooperação que aqui criamos”.
Tudo isto para sublinhar que “nenhuma política cultural fará sentido sem as pessoas que lhe dão vida”, tendo em consideração que essas pessoas “não estão apenas a preservar o passado. Estão a construir o futuro”.
No final dos dois dias da Bienal, a chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara de Castelo Branco e responsável pela organização da iniciativa, Sónia Abreu, fez uma avaliação “muito positiva” e destacou que “as partilhas e as experiências foram ótimas e senti, também da parte do público e das pessoas que estiveram connosco, muito gosto em estarem presentes”.
Sónia Abreu afirmou ainda que a Câmara de Castelo Branco “assumiu o compromisso de transformar os contactos gerados em novas parcerias estratégicas, garantindo que a cidade continue a ser um pólo de diálogo entre a tradição e a contemporaneidade e perspetivando já os frutos a apresentar na próxima edição da Bienal, agendada para daqui a dois anos”.
António Tavares

09/09/2026
 

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