Rota Gastronómica convida a descobrir os segredos da Beira Baixa
A Rota Gastronómica de Castelo Branco está de regresso com a segunda edição, depois do sucesso da primeira edição.
Assim, até 18 de outubro, a iniciativa organizada pela Câmara de Castelo Branco, em parceria com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), tem como objetivo afirmar o Concelho como um destino de excelência, valorizar os produtos da terra e fazer pulsar a economia local.
Durante sete fins de semana consecutivos, sempre de sexta-feira a domingo, de acordo com a organização, “25 restaurantes aderentes transformam-se em paragens obrigatórias para quem procura uma verdadeira viagem sensorial”.
Sob o mote do Menu Sabor de Perdição Albicastrense, a Rota desafia a saborear iguarias emblemáticas como o borrego, o cabrito a galinha e o peixe do rio, assentes em 255 sabores Albicastrenses, produtos endógenos de onde se destacam os queijos artesanais, os enchidos, o mel e o azeite da Beira Baixa.
Na apresentação pública do projeto, que decorreu no passado sábado, 5 de setembro, no âmbito do Festival Sabores de Perdição, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, destacou o peso estratégico da gastronomia na afirmação do território, reforçando a aposta decisiva da autarquia em cruzar o saber-fazer ancestral com a inovação, a investigação e a experimentação contemporâneas.
Uma visão acompanhada por Elsa Marçal, vice-presidente da AHRESP, que garantiu o apoio “contínuo da Associação à restauração local ao longo de toda a dinâmica”.
A dimensão imersiva desta jornada foi igualmente enaltecida por Jorge Ferreira, criador de conteúdos e autor do blogue Gastrópiço. Partilhando a sua vivência no terreno, o especialista destacou a Rota como uma oportunidade única para colocar em valor o que de melhor se produz na Região.
De acordo com o blogger, a riqueza Albicastrense ultrapassa a própria mesa, uma vez que combina matérias-primas de exceção, como o tomate servido em xisto, os queijos, o mel e o azeite, com experiências autênticas no território, desde uma manhã com uma apicultora até ao contacto direto com a pesca local.
Jorge Ferreira afirmou que “fiquei sinceramente impressionado com a riqueza gastronómica de Castelo Branco em termos de produtos. O tomate, que comi aqui servido em xisto, os queijos, o mel, o azeite, muito produto regional. E também as experiências que nos proporcionam, como ir à pesca ou passar uma manhã com uma apicultora. Tudo isto é a nossa riqueza gastronómica e Castelo Branco é efetivamente um concelho muito rico no que toca a tudo isto”.
Acrescentou ainda que “existe a tendência dos chefs da terra muitas vezes trazerem pratos e produtos que nem sempre são vistos ou valorizados na própria terra. Por este país fora vemos isso, nem sempre aquilo de melhor que temos na nossa região é valorizado, e a Rota Gastronómica é uma forma do fazer e dar acesso, seja a quem é de cá, como a quem vem de fora, a poder vivenciar e a poder provar”.
Para tornar a travessia ainda mais desafiante, os visitantes podem levantar gratuitamente o Passaporte da Rota Gastronómica nos espaços aderentes. A cada refeição, o documento é carimbado, habilitando a prémios exclusivos promovidos Câmara quem reunir no mínimo 10 carimbos em pelo menos cinco restaurantes distintos.
Os passaportes completos devem ser entregues no Posto de Turismo de Castelo Branco até 31 de outubro.