QUATRO DIAS DE SABORES DE PERDIÇÃO TERMINARAM NO DOMINGO
Sabores de Perdição regressam em 2027 com nove dias
A edição do próximo ano do Festival Sabores de Perdição terá uma duração de nove dias. Uma vez que decorrerá no último fim de semana de maio, de 26 a 30 de maio, e no primeiro fim de semana de junho, de 3 a 6 de junho.
A novidade foi avançada pelo presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, na sessão inaugural do Festival Sabores de Perdição, que decorreu entre a passada quinta-feira e domingo, 3 a 6 de setembro, no centro da cidade.
Na sua intervenção, o autarca valorizou “os momentos em que o território se revela por inteiro, não quando tudo é fácil, mas quando é posto à prova”, referindo-se à passagem da depressão Kristin, em 28 de janeiro, que “revelou a força do nosso concelho”.
Para Leopoldo Rodrigues “a maior riqueza de Castelo Branco são as suas gentes” e ainda focado na depressão Kristin sublinhou que representou “prejuízos de cerca de 22 milhões de euros”.
Apesar do rasto de destruição, o autarca apontou para “a solidariedade que manteve Castelo Branco de pé”, acrescentando que “somos um só concelho. Somos o centro urbano e as freguesias” e defendeu que “a cidade só é verdadeiramente forte, quando as freguesias são fortes”.
Devido aos danos causados pelo mau tempo, Leopoldo Rodrigues relembrou que “decidimos cancelar a maior parte dos eventos”, para frisar que os Sabores de Perdição se mantiveram, porque “não são só mais um evento. É uma identidade, que este ano tem um significado especial, porque é dedicado a 100 por cento às suas gentes. Esta é uma edição 100 por cento Castelo Branco”. Matéria em relação à qual explicou que “não significa fecharmo-nos ao Mundo, Significa abrirmos as portas com aquilo que somos”.
O autarca fez ainda questão de deixar claro que “as freguesias não são convidadas. São coautoras deste concelho” e noutra vertente afirmou que “os produtos locais que aqui compramos ajuda quem produz”, referindo-se-lhe como “sabores de pertença”.
Presente na inauguração o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, na linha da introdução feita por Leopoldo Rodrigues, afirmou que “a depressão Kristin foi um momento desafiante par todos nós. Um momento muito difícil desafiante”.
Silvério Regalado avançou de seguida que “os saberes e sabores mostram como a tradição se mantém viva” e considerou que o Festival Sabores de Perdição “dá visibilidade à economia regional. Aproxima quem produz de quem consome”, apontando para “a economia de proximidade que queremos promover”.
Já noutra área, Silvério Regalado abordou os 50 anos do poder local e com os olhos no Interior, enunciou, como “obstáculos, a baixa densidade, o envelhecimento, a distância aos serviços”, entre outros, para defender que “tem que se criar condições”, sendo que o caminho passa pela “coesão territorial, com uma estratégia coerente, capaz de responder a custos de contexto”.
António Tavares