António Tavares
Editorial
A Linha da Beira Baixa acaba de completar 135 anos.
Foi no dia 5 de setembro de 1891 que o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia inauguraram o troço entre Abrantes e Castelo Branco, onde pernoitaram, continuando a cerimónia no dia seguinte, 6 de setembro, com a viagem entre Castelo Branco e a Covilhã.
No entanto, a totalidade da Linha só foi inaugurada a 11 de maio de 1893, com a chegada à Guarda.
Passados 135 anos a Linha continua a ser uma alternativa à circulação rodoviária para quem deseja ou tem necessidade de viajar, sendo que ao longo deste período de tempo foi alvo de algumas beneficiações, com a mais significativa a ser a da eletrificação, que permitiu que as viagens sejam mais cómodas e rápidas, embora neste último caso não significativo, como resultado do traçado, que em muitos pontos não permite velocidades elevadas.
Mas a Linha, ao longo destes anos também tem sido afetada por vários constrangimentos, com o mais recente a respeitar à sua interrupção desde fevereiro deste ano, devido aos danos provocados pela depressão Kristin. Facto que levou a longos meses sem a possibilidade de utilizar o comboio, o que só se verificará a partir de dia 20 de setembro, com a reabertura do troço entre Mouriscas A e Vila Velha de Ródão.
Agora, de uma vez por todas, há que valorizar a Linha, tanto no transporte de mercadorias, como de passageiros, que têm a possibilidade de apreciar paisagens deslumbrantes no troço à beira do Rio Tejo.