Edição nº 1970 - 4 de novembro de 2026

ENVOLVENDO A CÂMARA, OS AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS E O CENTRO SOCIAL PADRES REDENTORISTAS
Leitura ganha novo impulso com Rede de Bibliotecas de Castelo Branco

A Câmara de Castelo Branco, os agrupamentos de escolas Afonso de Paiva, Amato Lusitano, José Sanches e S. Vicente da Beira e Nuno Álvares, e o Centro Social dos Padres Redentoristas em Castelo Branco, assinaram, na passada quinta-feira, 29 de outubro, o protocolo de cooperação da Rede de Bibliotecas de Castelo Branco (RBCB). A assinatura, que se realizou no Salão Nobre da Câmara, teve a particularidade de ser o primeiro protocolo assinado de modo digital, na autarquia.
Refira-se que a RBCB tem como objetivos promover a leitura e a escrita, o acesso à cultura e o desenvolvimento das literacias, com particular incidência na literacia informacional e mediática, digital e de inteligência artificial, numa perspetiva crítica, ética e inclusiva; garantir condições de acesso equitativo à informação, ao conhecimento, aos recursos documentais e aos serviços das bibliotecas, valorizando a inclusão, a acessibilidade e a diversidade de públicos; reforçar a articulação entre bibliotecas escolares, Biblioteca Municipal, Município e demais parceiros, criando respostas comuns ajustadas às necessidades educativas, culturais e sociais do território; racionalizar e rentabilizar recursos humanos, técnicos, documentais e digitais, evitando a duplicação desnecessária de procedimentos e promovendo a partilha de competências e boas práticas; desenvolver políticas e procedimentos articulados de gestão de coleções, tratamento documental, circulação e empréstimo interbibliotecas, respeitando as normas técnicas aplicáveis; conceber e desenvolver um Plano Concelhio de Leitura e outras iniciativas integradas de promoção da leitura, das literacias, da cultura e da participação cívica; manter uma presença digital comum, atual, acessível e fiável, que dê visibilidade à rede, facilite o acesso aos seus serviços e disponibilize, sempre que tecnicamente viável, um catálogo coletivo; promover a formação e a atualização profissional dos intervenientes, através de ações conjuntas e da cooperação com entidades formadoras, instituições de Ensino Superior e outros parceiros; acompanhar a evolução tecnológica e desenvolver respostas responsáveis no domínio da informação digital e da inteligência artificial, favorecendo a segurança, a integridade da informação, o pensamento crítico e a cidadania digital; valorizar o património bibliográfico, documental, histórico e cultural do Concelho e favorecer o conhecimento do território e da sua memória.
No decorrer da assinatura do protocolo, o presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues, destacou que “esta é uma cerimónia importante”, porque “como cada vez os jovens têm menos hábitos de leitura, compete-nos criar o gosto pela leitura e alargar o horizonte dos jovens através os livros”, não deixando de ter em consideração que “o trabalho difícil de chamar as crianças e jovens para a leitura”.
Leopoldo Rodrigues destacou também que “este protocolo reflete um esforço articulado para garantir a igualdade de oportunidades e o acesso universal aos livros e à cultura em todo o território, desde as escolas sede às zonas de menor dimensão” e sublinhou que “investir nas bibliotecas e na inclusão é uma resposta direta contra a desinformação e os desafios tecnológicos atuais”.
Presente na cerimónia, a coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), Maria João Filipe, realçou que o nosso objetivo “é fazer das nossas crianças e dos nossos concidadãos leitores”, referindo-se “a esta tão difícil tarefa que é fazer leitores”, o que a levou a avançar que, por isso, “este é um dia fantástico. Um dia de festa”.
Por seu lado, o coordenador interconcelhio da Rede de Bibliotecas Escolares, Pedro Rafael Gomes, recordou que “não estamos a partir do zero. Estamos a dar continuidade a um projeto que tem raízes com os acordos celebrados em 2005, 2007 e 2011, envolvendo a então Direção Regional de Educação do Centro, a Câmara e os estabelecimentos de ensino”.
Passos que deram um salto em 2022, com a candidatura apresentada pelo Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva à RBE, em 2022, e que foi aprovada em 2023”.
Candidatura que o diretor do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, Luís Santos, considerou que “é hoje um sonho concretizado” e não deixou de referir que “esta rede também é da professora Carla Nunes”, que na altura era professora bibliotecária.
Depois da assinatura do protocolo, o programa continuou com a inauguração Biblioteca Escolar da Escola Básica da Mina e do Ponto Biblioteca da Escola Básica/Jardim de Infância do Castelo.
As atividades incluíram ainda o lançamento do projeto Ler Sem Palavras e a apresentação do livro inclusivo A Bola e o Pássaro, no auditório da EB Afonso de Paiva.
António Tavares

04/11/2026
 

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