46 ANOS COMEMORADOS EM 28 DE OUTUBRO
UPCB faz anos com os olhos no crescimento
A Universidade Politécnica de Castelo Branco (UPCB) comemorou, dia 28 de outubro, o 46.º aniversário, com uma cerimónia que se realizou no auditório da Escola Superior de Tecnologia (EST) de Castelo Branco.
O reitor da UPCB, Luís Farinha, começou por salientar que “celebramos 46 anos de uma instituição que abriu horizontes a milhares de pessoas e ajudou a desenvolver esta Região”, para de seguida avançar que “somos Universidade Politécnica de Castelo Branco desde 1 de agosto de 2026” e referir que “esta etapa reforça a responsabilidade de afirmar o que nos distingue”, apontando para a “qualidade do ensino, a investigação aplicada e uma relação próxima com as profissões, as empresas e as comunidades”.
Luís Farinha adiantou que “a nossa ambição é sermos uma universidade politécnica de referência, enraizada na Beira Baixa e reconhecida pela qualidade académica e científica e pelo valor que cria no território” e garantiu que “a identidade politécnica orienta o nosso desenvolvimento”, o que passa por “formar com exigência, produzir conhecimento e trabalhar com a sociedade para resolver problemas e abrir novas oportunidades”.
O reitor q2uis também deixar claro que “formar talento e criar condições para que encontre aqui oportunidades são responsabilidades que se completam”, para avançar que “os jovens precisam de emprego qualificado e espaço para concretizar ideias. As empresas e as instituições precisam de pessoas capazes das ajudar a inovar e a crescer”.
Já noutra vertente, Luís Farinha afirmou que “precisamos de concluir as residências estudantis”, porque “o alojamento dá segurança aos estudantes e às famílias e é uma condição de acesso, de sucesso académico e de atração de talento. Tem de ser uma prioridade concretizada. Estamos a trabalhar arduamente nesse processo”.
Em matéria de necessidades acrescentou que também “precisamos de um Centro de Ciência e Inovação nas áreas da Sustentabilidade Agroalimentar e Ambiental, mas também em áreas de como a IA, aeronáutica e outras áreas afins, aproximando investigadores, empresas e centros tecnológicos. Valorizar os recursos da região e responder aos desafios da água, da produção alimentar e da adaptação climática pode gerar soluções com valor económico e social. Precisamos de um Centro de Formação Avançada, que qualifique profissionais e dirigentes e responda às necessidades das organizações. Qualificar quem trabalha é aumentar a capacidade de toda a região para decidir, produzir e inovar. Precisamos de expandir e adequar instalações ao crescimento da formação e da investigação. E de um Centro de Rendimento Desportivo que abra novos caminhos no desporto e na educação física, ligando investigação, formação e apoio aos atletas, aos clubes e à comunidade”.
Para Luís Farinha, “esta tem de ser a nossa ambição. Dar à UPCB melhores condições para formar, investigar e cooperar”, seno que “cada investimento deve ter uma missão clara e resultados avaliáveis”, deixando a garantia que “comprometemo-nos a preparar projetos sólidos, mobilizar parceiros e prestar contas da sua execução”.
Dirigindo-se aos decisores políticos e aos agentes do território, Luís Farinha deixou “um apelo direto”, para que “ajudem-nos a ajudar a Beira Baixa. Unamos esforços para transformar estas prioridades em projetos financiados e concretizados. Reforçar a UPCB é colocar mais conhecimento e capacidade ao serviço das empresas, das instituições e das populações”.
O reitor acrescentou ainda que “o horizonte de 2030 deve mobilizar-nos para uma agenda comum de transformação territorial. Uma UPCB de referência terá de contribuir para uma região mais qualificada, inovadora e capaz de criar riqueza, através do ensino, da ciência e da cocriação de valor económico e social”, rematando que “esta agenda deve traduzir a união em trabalho concreto, com prioridades acordadas entre a Universidade e os municípios, recursos articulados e projetos com responsabilidades definidas. Com a comunidade intermunicipal, a CCDR Centro, as empresas e os parceiros científicos e sociais, devemos avaliar o que conseguimos mudar: emprego qualificado, novos negócios e melhores serviços. A força de cada concelho deve contribuir para o progresso de toda a região”.
Na sessão, o presidente do Conselho Geral da UPCB, João Carrega, afirmou que “a mudança de nome de Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) para Universidade Politécnica de Castelo Branco não é apenas a mudança de nome. A instituição tem, no presente, o seu momento da verdade, com a elaboração de um plano estratégico integrador e inovador, com a concretização de novos estatutos modernos e capazes de criar oportunidades à Universidade, à Região e ao País, com oferta formativa diversificada e inovadora, a diferentes níveis, desde microcredenciais aos doutoramentos, e investigação aplicada”, sendo que “estes dois instrumentos, o plano estratégico e os estatutos, devem assegurar a independência e o crescimento da Universidade”.
João Carrega defendeu, que “devemos pensar na Universidade Politécnica de Castelo Branco como uma Universidade 6.0. Isto é, uma instituição que garanta um modelo de ecossistema hiperconectado, regenerativo e territorialmente integrado, onde as barreiras físicas e institucionais desaparecem para servir o desenvolvimento sustentável da sociedade”.
Nesta matéria explicou que “esta Universidade 6.0 deve assumir-se, assim, como um nó de uma rede viva que liga investigadores, estudantes, autarquias e cidadãos em tempo real. O conhecimento não é apenas transmitido aos alunos; é cocriado com a sociedade civil para resolver problemas reais e imediatos do território”.
A isto acrescentou que “será também uma Universidade preocupada com a regeneração territorial e a sustentabilidade, passando o seu sucesso a ser medido pelo seu impacto direto na pegada de carbono regional, na inclusão social e na resiliência das comunidades locais face às crises globais”.
Além disso avançou que “a Aprendizagem ao Longo da Vida Personalizada, e que a UPCB já faz, com as microcredenciais, por exemplo, é outro requisito para a Universidade 6.0, a qual serve cidadãos de todas as idades, em articulação com as autarquias e empresas locais, requalificando constantemente a população para evitar a exclusão tecnológica e a desertificação demográfica. E, finalmente, é uma Universidade que acolhe a Inteligência Artificial Ética e Glocal”.