João Carlos Antunes
Apontamentos da Semana...
PARA TODOS NÓS, para o Mundo, o ano de 2021 só poderá ser melhor que o ano que passou. Em termos de saúde pública e economia seria difícil que não o fosse. Teremos de olhar em frente e vivermos este início de ano com um otimismo, mesmo que moderado, pois que até à chegada de dias menos sombrios ainda haveremos de passar provavelmente por momentos muito difíceis. Segundo vários especialistas em quem não vemos razões para não confiar, só lá mais para o segundo semestre poderemos aliviar, mesmo que não completamente, as atuais restrições que fazem agora o nosso normal. E a resolução do problema sanitário, que há de acontecer depois da operação de vacinação, vai ter reflexos muito positivos na economia com a Comissão Europeia a estimar já um crescimento acima dos cinco por cento e mesmo acima da média europeia. Não será o suficiente para colocar Portugal no nível pré-Covid e se as ajudas comunitárias tardarem vão continuar a fechar muitas pequenas e médias empresas, milhares de empregos a perderem-se, demasiados trabalhadores da cultura, a maioria independentes, a caírem na miséria. Porque as nossas estruturas económicas e sociais muito dificilmente irão aguentar mais seis meses de vida confinada.
E SERÃO OS MOMENTOS ELEITORAIS a marcar a agenda 2021. A começar pelas presidenciais onde havendo vencedor anunciado, o combate se fará contra a abstenção. E também contra o populismo. Dois combates, qual deles o mais difícil. E os primeiros debates não nos pareceram terem estimulado a ida às urnas. Em especial o protagonizado por André Ventura que quer aplicar a estratégia que Trump utilizou no famoso primeiro debate com Biden, comportamento a pedir um moderador com pulso para impor regras básicas para uma discussão esclarecida e feita com civilidade. Mas vão ser as eleições autárquicas, lá para o outono, que marcarão de forma especial a vida política portuguesa deste ano. Essas serão um verdadeiro barómetro político, a confirmar ou não as variadas sondagens que mensalmente vão entusiasmando ou preocupando os estados maiores partidários. Com muita probabilidade, vamos ver pesos pesados da política a disputar o governo das principais cidades, aquelas que poderão permitir a declaração de vitória na noite eleitoral. Na nossa região, por razões conhecidas, será Castelo Branco a fazer centrar as atenções. Para já, da banda do PS, partido mais votado no concelho e que viu o seu líder local ser apeado do cargo não há ainda visíveis movimentações nem nomes a circularem na praça pública. Até pode acontecer que o anúncio da morte política de Luís Correia tenha sido manifestamente exagerado. A ver vamos, que muita água ainda há de correr nos rios da nossa terra.