Edição nº 1943 - 22 de abril de 2026

António Tavares
Editorial

A primavera chegou, finalmente, e com ela vieram os dias mais longos, o Sol e, claro está, os dias mais quentes, que já eram esperados por todos.
Falar de primavera implica pensar em passarinhos a cantar, flores a desabrochar e os aromas que acompanham todo o processo de floração.
Mas, em Castelo Branco, nem tudo é assim tão belo e idílico, porque com a chegada da primavera vêm também muitos trabalhos nos campos, que fazem com que na cidade o ar fique com um cheiro pestilento a estrume ou adubo, que penetra em tudo, não permitindo sequer que se tenham as janelas abertas, para arejar as casas.
É óbvio que ninguém está contra a agricultura e os agricultores, até porque é bom não esquecer que é daí que vem muita da comida que vai parar ao prato todos os dias. Mas será que não há outras alternativas, menos intensas a nível de cheiro, para os produtos que são aplicados nos terrenos? É que ninguém merece ser obrigado a respirar um ar nauseabundo, numa época do ano em que os aromas devem ser outros e apetece andar na rua. Isto, para já não falar no mau cartão de visita para quem visita a cidade e que fica com a sensação de estar numa lixeira, a menos que comecem a ser distribuídos máscaras com narizes longos em forma de bico cheios de ervas aromáticas e essências, como as que foram utilizadas na Idade Média, durante a Peste Negra.

22/04/2026
 

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