António Tavares
Editorial
As obras de modernização da Linha da Beira Baixa chegaram finalmente ao fim. Assim, desde o passado domingo, 2 de maio, no sentido ascendente, já é possível fazer a viagem de comboio até à Guarda, algo que até agora só era possível até à Covilhã. A conclusão das obras do troço entre a Covilhã e a Guarda põe deste modo um ponto final numa interrupção de circulação ferroviária que se prolongou por 12 longos anos.
O troço, com 46 quilómetros de extensão, está agora eletrificado e pode ser percorrido em 45 minutos. Afinal, a modernização da Linha, em termos de tempo de viagem não teve praticamente reflexos, porque se seguiu exatamente o mesmo percurso, sem correção de curvas ou de desníveis, o que faz com que apesar da eletrificação não se possam alcançar velocidades elevadas.
Mas, pelo lado positivo, há que ter em consideração que a Linha da Beira Baixa está novamente no ativo, na sua totalidade, e com uma vantagem, é que com a Concordância das Beiras, as composições podem agora aceder à Linha da Beira Alta, algo que até agira não acontecia.
Com este investimento a rede ferroviária nacional sai valorizada e é precisamente isso que agora importa fazer precisamente com a Linha da Beira Baixa, valorizá-la e torná-la uma via de comunicação com a importância que merece.
Um ponto tanto mais importante se se considerar as vantagens proporcionadas pelo transporte ferroviário, quer de passageiros, quer de mercadorias, mas que, infelizmente, tem sido tão negligenciado em Portugal.