Margarida Paredes concorre à Câmara pelo Bloco de Esquerda
O Bloco de Esquerda deu a conhecer os nomes dos candidatos à Câmara e às assembleias Municipal e de Freguesia de Castelo Branco nas próximas eleições Autárquicas.
Margarida Paredes é candidata à Câmara. Antropóloga e escritora é licenciada em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras de Lisboa e doutorada em Antropologia pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Foi investigadora e professora convidada da UFBA, Universidade Federal da Bahia em Salvador. Quando regressou a Portugal, há dois anos, pediu a reforma por limite de idade e escolheu Castelo Branco para viver. Nasceu em Coimbra, viveu em África, na Europa e na América do Sul, o que a leva a realçar que “o que me falta em conhecimento do Concelho sobra-me em visão de Mundo”.
Acrescenta que vai lutar “por um município com um futuro climático mais sustentável e com a missão de resolver os problemas dos mais vulneráveis, assim como intervir em áreas como a desertificação, a habitação, os transportes, as infraestruturas, o trabalho, o desporto e a cultura”.
Para a Assembleia Municipal é candidato é José Ribeiro, de 67 anos, que afirma que “candidato-me, porque a participação cívica é fundamental para desenvolvermos o nosso território, para combater as desigualdades e discriminação, para defender os valores da democracia”.
O candidato à Assembleia de Freguesia é Sílvio Lopes, de 43 anos, que nasceu no Entroncamento e reside desde 2008 em Castelo Branco, onde trabalha num centro de contacto. Realça que fez o percurso inverso dos pais que, devido à ferrovia, se mudaram do Concelho do Fundão, de onde são naturais, para o Ribatejo. Acredita, por isso, que o Interior é um excelente local para se viver e que “a interioridade, apenas existe na cabeça daqueles que nos últimos anos, pouco têm feito pelo seu desenvolvimento”.
Adianta que tem como motivações para esta candidatura, “a vontade de fazer mais pela Freguesia e, se necessário, ir para o terreno meter as mãos à obra”, pois acredita que “a resolução de problemas não se faz apenas dentro de gabinetes. A prioridade será “a interação com os fregueses, auscultando as suas necessidades e os seus contributos para a melhoria da freguesia”.
Realça ainda que embora não tenha ligação partidária, identifica-se com as ideias que o Bloco defende.