Edição nº 1784 - 15 de março de 2023

CONCELHO DE CASTELO BRANCO FOI UM DOS PARCEIROS FUNDADORES
Rede ESCXEL comemora 15.º aniversário

O auditório do Instituto Português da Juventude e Desporto (IPDJ) de Castelo Branco acolheu, na passada sexta-feira, 10 de março, o 36.º Seminário da Rede de Escolas de Excelência (Rede ESCXEL), subordinado ao tema Inclusão em Educação: reflexões e práticas.
Recorde-se que a Rede ESCXEL foi criada há precisamente 15 anos, com o Concelho de Castelo Branco, a par dos concelhos da Batalha, Constância, Loulé e Oeiras, bem como a Universidade Nova de Lisboa, a serem os parceiros fundadores, na sequência de uma iniciativa de um grupo de investigadores do Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (CESNOVA).
Isso mesmo foi recordado pela coordenadora ESCXEL do Concelho de Castelo Branco, Maria Clara Moreira, que lembrou o papel importante assumido por José Alberto Duarte, naquilo que viria a ser “15 anos de saudável inquietação”.
Na mesma linha o diretor do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, Luís Santos, começou por referir que “foi com enorme satisfação que encarei o desafio de receber este seminário”, para mais à frente, tendo em atenção do tema do encontro, Inclusão em Educação, destacar que “o Agrupamento é sempre muito sensível a estas questões”.
Luís Santos que manifestou também “o prazer de acolher este projeto em Castelo Branco, onde ele começou”.
Presente na sessão de abertura, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, realçou a importância da “reflexão sobre a inclusão, que é algo que acredito que os professores fazem todos os dias na sala de aula, no recreio, em casa”, para depois assegurar que “a Rede ESCXEL tem vindo a afirmar-se”.
Leopoldo Rodrigues afirmou de seguida que “na Câmara fazemos o que nos compete, para dar todas as condições necessárias aos agrupamento de escolas”, embora admita que “nem sempre conseguimos responder todas as necessidades no tempo em que o desejaríamos fazer”.
Para o autarca a “educação é prioritária no Concelho de Castelo Branco”, aproveitando para se referir ao que já foi feito nesta área, apresentando, entre outros exemplo, a Escola a Tempo Inteiro, que é um esforço muito significativo, que envolve 67 profissionais”.
Leopoldo Rodrigues, que também recordou o papel desempenhado por José Alberto Duarte no início do projeto ESCXEL. Os 15 anos da Rede estiveram também na base da intervenção do seu coordenador, David Justino, ex-ministro da Educação, ao recordar que “foi precisamente em Castelo Branco que se assinaram os primeiros protocolos, pelo que Castelo Branco está ligado à criação da Rede”.
Quanto à ideia da criar a Rede, David Justino relembrou que teve na “base numa constatação, que era que as escolas viviam fechadas sobre si próprias e cada uma tentava resolver as coisas à sua maneira”. Isto, para adiantar que “se os problemas são praticamente os mesmos, porque não reunirmos, para saber como cada um está a resolver o seu problema e partilhar soluções”.
No início, continuou David Justino, “uma das grandes preocupações era eliminar o peso simbólico da cerca à volta da escola. A necessidade de ter uma boa relação com a sociedade”, pois a questão era “como podemos criar uma rede colaborativa não envolvendo a comunidade” e, daí, “o envolvimento dos municípios, que representam a sociedade”.
Com o foco na Rede ESCXEL, David Justino também fez questão de deixar bem claro que “a pessoa que mais me ajudou nisto foi José Alberto Duarte” e sublinhou que “entre os fundadores ele foi o fundador”.
Recuando ao início da Rede, afirmou que “os primeiros tempos não foram fáceis, porque não havia confiança, mas os seminários ajudaram a ganhar confiança”. Tudo, para mais à frente assegurar que “os seminários continuam a ser importantes” e adiantar que “há que apostar mais na formação. Dar mais apoio, mais assessoria às escolas. Identificar problemas para os quais é necessário encontrar soluções mais ajustáveis. Encontrar soluções , antes que os problemas sejam maiores”.
David Justino fez também questão de deixar bem claro que “sendo uma rede colaborativa, com escolas, municípios e o centro de investigação, a vontade das escolas é aquilo que impera” e já com os olhos no futuro avançou que “julgo que os próximos anos nos irão levantar novos problemas”, para defender que “prefiro antecipar problemas e ter respostas preparadas”.
António Tavares

15/03/2023
 

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