António Tavares
Editorial
A História deixa ensinamentos que nunca devem ser esquecidos. Um deles é o do poder do nuclear, nomeadamente das bombas, que têm a capacidade de arrasar cidades inteiras, como ficou provado na II Grande Guerra Mundial, em 1945, quando os Estados Unidos da América (EUA) lançaram a Little Boy, a 6 de agosto, em Hiroshima, e a Fat Man, a 6 de agosto, em Nagasaki, devastando a duas cidades. Milhares de vidas foram varridos da face do Planeta e muitos mais milhares ficaram gravemente feridos e acabaram por morrer mais tarde, não se podendo ignorar que a radiação libertada ainda se faz sentir atualmente.
Vem isto a propósito do novo perigo que a Terra enfrenta como resultado da invasão da Ucrânia por parte da Federação Russa. Tudo, porque a Rússia, pelo menos alguns setores, têm feito ameaças, umas veladas, outras menos, da possibilidade de virem a utilizar armas nucleares no conflito. Ou seja, depois da crise dos mísseis de Cuba, na era da Guerra Fria, o medo do nuclear volta a ensombrar o Mundo.
Ainda com a Ucrânia como cenário, também não se pode ignorar, a ameaça que pende constantemente sobre a possibilidade de intencionalmente, ou acidentalmente, a Central Nuclear de Zaporishzhia, a maior da Europa, ser atingida, o que seria catastrófico, desde logo para grande parte da Europa, mas também para todo o Mundo.
Quer se queira, quer não, a ameaça do holocausto nuclear é uma terrível realidade, que se espera que não venha a acontecer, para bem de todos. Afinal, embora para muitos não pareça, o mais importante é a salvaguarda da humanidade e, para isso, a paz é uma peça basilar.