LEGISLATIVAS DE 10 DE MARÇO
CDU quer eleger deputado pelo Distrito
A Coligação Democrática Unitária (CDU) quer eleger um deputado pelo Distrito de Castelo Branco nas eleições Legislativas de 10 de março.
O objetivo foi delineado pelo cabeça de Círculo Eleitoral de Castelo Branco, Jorge Fael, no passado sábado, 10 de fevereiro, numa sessão realizada na Biblioteca Municipal António Salvado, em Castelo Branco, na qual começou por realçar que “o boletim de voto vai ter 14 partidos: Muitos parecem só para distrair, porque no Distrito não os conhecem, não intervêm e não tencionam intervir”.
Isto para assegurar que, por outro lado, “há que impedir que prossiga a política de direita, nefasta para o País e para a Região”, pelo que, garante, “a CDU não está para cumprir calendário nestas eleições. Temos um objetivo, que é eleger um deputado por este distrito”.
Com esse foco, Jorge Fael afirmou que “imaginem o que é ter um deputado eleito na Assembleia da República”, para de seguida apontar para alguns objetivos, como o “aumento dos salários e das pensões”, bem como “queremos um Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal, público, de qualidade”.
Mais à frente Jorge Fael avançou que “no Distrito temos 12 grandes empresas, pois no Distrito 99 por cento das empresas são micro, pequenas e médias empresas, que são o suporte do tecido económico do Distrito”.
Já noutra vertente, Jorge Fael sublinhou que “a CDU defende e verdadeira política de regionalização. Nós precisamos da regionalização e, por isso, continuaremos a batermo-nos pela regionalização e a Beira Interior tem que estar em cima da mesa”.
O cabeça de lista da CDU não perdeu também a oportunidade de avançar que “entre 2011 e 2023 o Distrito de Castelo Branco perdeu 18 mil residentes”, o que considera “uma redução demográfica grave, que é preciso inverter”.
Entre outros pontos, Jorge Fael defendeu que “é necessário apostar no aparelho produtivo e apoiar a floresta que não seja intensiva, valorizando a fileira”, não deixando de denunciar que “no Distrito de Castelo Branco há 35 mil pessoas sem médico de família”.
A sessão, no início, contou com a intervenção de outros elementos da CDU, como Gonçalo Fusco, que abordou a área da proteção civil; Graça Piçarra, que falou sobre os serviços públicos e o SNS; José Nave, que dedicou a atenção à juventude; Margarida Pacheco, que centrou o discurso na cultura; Ema Gomes, que abordou a ecologia; Casimiro Santos que recordou o 25 de Abril de 1974; e Ana Maria Leitão, que abordou a área da Educação. Um conjunto de intervenções ao longo do qual foram feitas váris críticas, sendo apontadas medidas, no sentido de inverter o que não está bem.
António Tavares