CABEÇA DE LISTA ÀS LEGISLATIVAS DEFENDE
“O Interior não é um fardo é um tesouro por descobrir e que tem de ser valorizado”
O cabeça de lista do Partido Socialista (PS) pelo Círculo Eleitoral de Castelo Branco, às eleições Legislativas de 10 de março, defende que “o Interior não é um fardo, é um tesouro por descobrir e que tem de ser valorizado”. A afirmação foi proferida na passada sexta-feira, 9 de fevereiro, na Biblioteca Municipal António Salvado, em Castelo Branco, no decorrer da apresentação da lista socialista.
Nuno Fazenda realça que “Portugal é um país desigual em termos territoriais”, comparando o Interior com o Litoral, para avançar que “o Interior deve ser visto como uma causa nacional, por esse motivo”.
Depois o candidato apontou baterias aos adversários, para assegurar que, “infelizmente, sempre que a direita foi Governo, o Interior não avançou”, para reforçar em relação “ao Partido Social Democrata, que sempre que são Governo deixaram o Interior para trás”.
Isto, para contrapor que “o PS é o partido do Interior. Sempre que o PS é Governo a Beira Baixa avança”, dando como exemplo várias obras realizadas ao longo dos anos”.
E com as obras como pano de fundo assegura que “o Itinerário Complementar 31 (IC31) é para concretizar” e sublinhou que, “sim, reduzimos as portagens. Cumprimos. Agora não vamos mais baixar as portagens, vamos eliminá-las”. E nesta matéria voltou às críticas, ao afirmar que “para o PSD, para a Aliança democrática (AD) as portagens no Interior não são um assunto, não são um problema. São para manter”.
Na apresentação da lista, que tem como lema Mais ação, esteve presente o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, que afirmou que “o PS é um grande partido que consegue mobilizar, agrupar” e assegurou que “Castelo Branco e a Beira Baixa nunca defraudaram o PS”, pelo que, garantiu, “estamos mobilizados para uma grande vitória eleitoral a 10 de março”. Tanto mais que “o nosso distrito, só com o PS é que progrediu. Só com o PS é que continuaremos nesta senda de desenvolvimento”.
Motivos que o levam “a um apelo para a mobilização, para estarmos presentes”.
Por seu lado, o presidente da Federação Distrital do PS e presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, começou por recordar que “vamos para eleições de forma inesperada”, seno que “o PS vai disputar contra a sua vontade este ato eleitoral”, porque “a governação da maioria do PS foi interrompida de forma abrupta”, quando “tinha trabalho feito e resultados”.
Vítor Pereira destacou, nesta matéria, que “Em Portugal temos a economia que mais cresceu nos últimos dois anos, na Europa” e avançou que “podemos dizer muita coisa sobre estes oito anos”, uma vez que “Portugal é hoje um país muito melhor do que era em 2015”, apesar de admitir que “temos muita coisa para melhorar”. E è por isso que afirma estar convicto que “vamos continuar a construir um país mais desenvolvido, mais coeso”.
Vítor Pereira, também não poupou críticas “ao PSD e AD” e frisou que “o Ps demonstrou, desde 2015, que havia outro caminho”, para concluir que, “agora, temos a escolha entre o regresso ao passado, com o PSD e AD, ou a confiança no futuro, com o PS”.
António Tavares