Edição nº 1832 - 21 de fevereiro de 2024

VISITA GUIADA
A Tarde Azul de Julio Saul Dias no Museu Francisco Tavares Proença Júnior

O Museu Francisco Tavares Proença Júnior, de Castelo Branco, no âmbito da exposição Tarde Azul, o Universo Amoroso de Júlio/Saúl Dias, recebe, esta sexta-feira, 23 de fevereiro, a partir das 15h30, uma abordagem/visita guiada à obra de Julio, pelo professor e historiador de Arte Fernando António Batista Pereira, que realça que “a exposição de parte da obra do pintor Júlio, que foi também o poeta Saúl Dias, no Museu Francisco Tavares de Proença Júnior, em exposição comissariada por Maria João Fernandes e Gonçalo Salvado, permite-nos revisitar e comentar as interessantíssimas relações entre poesia e pintura, tanto ao nível dos processos de escrita e do desenho, como ao nível das temáticas líricas, desde os registos de melancolia às manifestações de amor espiritual e físico”.
Esta é uma das iniciativas que acompanham a mostra, uma vez que no próximo mês de março, em data ainda a confirmar, mas que deverá ser dia 7, será apresentada a Antologia Tarde Azul, de poemas de amor de Saúl Dias e desenhos de Júlio, por Maria João Fernandes e Gonçalo Salvado, com poemas recitados pelos alunos da Escola Secundária Nuno Álvares e por Maria de Lurdes Barata.
Depois, dia 4 de abril, Fernando António Batista Pereira apresentará a segunda edição da monografia sobre Julio, da autoria de Maria João Fernandes, Edição Imprensa Nacional Casa Moeda.
Recorde-se que a exposição Tarde Azul, o Universo Amoroso de Júlio/Saúl Dias é uma organização conjunta da Câmara de Castelo Branco e da Casa da Memória de Vila do Conde, sobre a qual a crítica de arte da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) e poeta Maria João Fernandes que é “uma grande exposição antológica da obra plástica e poética de um dos nomes maiores da arte do século XX no nosso país, o artista mais emblemático da Revista Presença, expoente do nosso lirismo e precursor da modernidade em Portugal. A atmosfera lírica e solar do conjunto de pinturas, aguarelas e desenhos é a do paraíso revisitado do casal de namorados, personagens que o seu génio imortalizou. Uma arte cuja dimensão poética total, está bem patente na atual mostra”.
Maria João Fernandes recorda que “desde o inesquecível momento, meados da década de 70, em que conheci Julio, em Vila do Conde, a sua lição, a mágica aliança entre realidade e sonho na sua obra evoluíram ao sabor das estações, das ilusões e das penas que todos experimentamos sem perder o halo misterioso da tarde azul que ilumina os nossos passos com o esplendor do arquétipo, reino prometido a um olhar e a um coração inocentes. É essa lição que hoje importa lembrar a propósito da exposição que lhe é dedicada e celebra o centenário do seu nascimento. A primeira até hoje, a equacionar verdadeiramente o diálogo da sua pintura com a sua poesia, que comissariei com o também poeta artista Gonçalo Salvado”.
Acrescenta que “a exposição representa mais do que uma homenagem, um vibrar em uníssono de almas irmãs reconstituindo a história que Julio sabia presidir ao seu universo (A quem hei de contar a história que inventei?, A Minha História), de um modo subtil, ao compasso dos sonhos e das atmosferas da alma, não respeitando a cronologia, tal como o poeta, para quem o amor era o vinho, o sangue e a chama rubra que incendiava o tempo e reverdecia a natureza. Uma história que reconstitui o destino da existência humana, da nostalgia secreta do paraíso, à apoteose de uma juventude que é também a das formas do mundo, à ameaça da noite e à afirmação gloriosa da vida, eterna primavera do espírito e da alma”.
António Tavares

21/02/2024
 

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