APENAS COM ABSTENÇÃO DOS TRÊS DEPUTADOS MUNICIPAIS DA INICIATIVA LIBERAL
Junta tem 650 mil euros de Orçamento para 2026
A Junta de Freguesia de Castelo Branco tem um Orçamento na ordem dos 650 mil euros para 2026, que foi aprovado, com três abstenções da Iniciativa Liberal (IL), na sessão da Assembleia de Freguesia realizada dia 22 de dezembro.
No período de antes da ordem do dia, Ana Poças Gonçalves, da IL, falou na anexa de Lentiscais, ao questionar o executivo da Junta sobre o alcatroamento da Rua da Cruz Cimeira, devido ao qual “a cota da estrada ficou mais elevada que a das casas, o que causa problemas no escoamento das águas pluviais e cria o perigo de inundações, além de ser uma barreira arquitetónica”, aproveitando ainda para questionar quais “os motivos da falta de limpeza na aldeia”.
Ana Poças Gonçalves focou-se também na anexa da Taberna Seca, que “é atravessada por uma via com muito trânsito”, alertando para “o perigo do atravessamento de um lado para o outro da estrada” e colocou a possibilidade da “colocação de lombas ou de semáforos limitadores de velocidade”.
Já Diogo Rodrigues, do Partido Socialista (PS), quis “dar os parabéns à Junta pela dinamização, na Taberna Seca, da Festa das Lavadeiras, bem como de um espetáculo de teatro, no âmbito do Festti 25”, sem esquecer que houve também iniciativas dinamizadas nos Lentiscais, para defender que “é importante que iniciativas, principalmente na área cultural, sejam levadas às anexas”.
Também pelo PS, Carlos Camões centrou a atenção nas Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, ao afirmar que “a tónica defendida pela Junta está plasmada nestes documentos”, referindo-se, depois, detalhadamente, às seis áreas de ação definidas pelo executivo. Com esse pano de fundo elogiou “o trabalho partilhado com as restantes forças políticas”, para concluir que “a responsabilidade orçamental está presente”.
Na resposta o presidente da Junta, José Dias Pires, agradeceu a Ana Poças Gonçalves “a preocupação comunitária que revela”, para avançar, “não só em relação aos Lentiscais, que em matéria de águas pluviais, todas as situações que conhecemos foram resolvidas”. Quanto à limpeza, começou por afirmar que na “eliminação de ervas não utilizamos pesticidas e este ano tivemos que realizar o dobro de intervenções, devido às chuvas” e conclui que “as folhas não consideramos sujidade”.
Quanto à Taberna Seca, explicou que “a Estrada 233 é uma estrada nacional. Foi pedida intervenção à Estradas de Portugal, porque nós não podemos intervir” e deixou a garantia que “faremos um novo reforço do pedido”.
Focado nas iniciativas nos Lentiscais e Taberna Seca, José Dias Pires fez questão de acrescentar que “as festas preservam as memórias das duas aldeias anexas”.
No período de discussão e votação das GOP, Orçamento, PPI e PPA para 2026, Filipe Lourenço, da IL, sobre o Dia dos Sinos, referiu-se ao gasto de “cinco mil euros”, para perguntar “se foi rastreado o número de participantes” e avançar que pela sua perceção, “foram 100 a 150 euros por pessoa”. Por outro lado, falou nos “7.500 euros no Pedalar Sem Idade”, para perguntar como é que “as pessoas se inscrevem e quem pedala”, entre outras questões.
João Tiago Valente da coligação SEMPRE Por Todos, afirmou que “o Plano de Atividades parece ambicioso, mas nada se faz sem ambição”, enquanto em relação ao Orçamento adiantou que “não me parece que tenha problemas graves”, pelo que avançou que “aprovamos, mas não passamos um cheque em branco”, remetendo para “a prestação de contas”.
Liliana Rebelo, também da coligação, referiu-se ao Orçamento como “equilibrado” e apresentou algumas perguntas, como, por exemplo, “quantas viaturas tem a Junta” e a justificação de “cinco mil euros em combustíveis”.
Por seu lado, Ana Poças Gonçalves chamou a atenção para a importância da “desburocratização dos serviços da freguesia e a simplificação de processos”, para defender que “numa capital de distrito a Junta dever ser mais moderna e ir mais além que nos últimos anos”.
Pelo PS, Carlos Camões afirmou que “o Orçamento é equilibrado, responsável e a Junta reafirma o papel de proximidade e o apoio ao associativismo”, para reiterar que “é um Orçamento sólido, equilibrado, orientado para o futuro”.
José Dias Pires, no que respeita ao Dia dos Sinos, explicou que “a dotação pode não ser gasta na totalidade, como aconteceu este ano”, para mais à frente revelar que “tivemos 89 pessoas, quando no ano passado tivemos 300, o que resultou da data da sua realização, em cima das eleições, mas não quisemos deixar do fazer” e acrescentou que nesta atividade, “a única verba gasta fora da Freguesia é a do carrilhão, porque não temos”.
Quanto ao Pedalar Sem Idade, no qual “este ano tivemos 100 beneficiários em 50 passeios”, a verba é gasta, por exemplo, “na manutenção dos equipamentos e nos seguros”.
José Dias Pires explicou também que “a Junta tem três veículos. Uma carrinha de caixa aberta; um carro que não utilizamos, porque utilizamos os nossos, sendo cedido quando nos é solicitado; e uma carrinha, que é utilizada no programa Vamos”, sendo que “este ano, até início de dezembro, foi utilizado por 415 pessoas, em 354 serviços, o que dá a média de seis quilómetros por serviço”, sendo essa a principal origem dos gastos com combustível.
O presidente da Junta, sobre o Orçamento e GOP, fez questão de salientar que “enquadramos propostas das outras forças partidárias. 14 em 63 foram incluídas, no seguimento das reuniões de direito de oposição”, pelo que “estamos muito satisfeitos com o que resulta dessas reuniões”, porque “são enriquecedoras do nosso trabalho”.
António Tavares