Edição nº 1934 - 18 de fevereiro de 2026

António Tavares
Editorial

O dia 28 de janeiro e a depressão Kristin, bem como as que se seguiram já lá vão, mas os efeitos da destruição e os prejuízos ainda estão bem presentes e, nalguns casos, demorarão algum tempo até serem ultrapassados, mas os Portugueses são resistentes e resilientes e tudo voltará ao normal, com a esperança que se tenha aprendido com os erros.
Como resultado da situação difícil que se está a atravessar, muitas câmaras municipais adiaram os eventos que estavam agendados para os próximos dias, o que é perfeitamente normal e justificável, porque, primeiro há que apoiar as pessoas.
Mas se umas autarquias decidiram adiar, houve outras que decidiram ir mais longe e cancelaram os eventos para este ano. É óbvio que está correto, porque é preciso ajudar as pessoas e recuperar ou reconstruir o que foi destruído. Essa é uma prioridade. Mas o cancelamento por um período de tempo tão longo, em vez do adiamento, também implica aspetos menos positivos, a ter em atenção. Por um lado a economia, os negócios, são afetados, principalmente em localidades mais pequenas, onde esses eventos são um pulmão. Por outro lado, é bom não esquecer que esses eventos também contribuem para a vinda de visitantes e promoção das localidades, bem como para a autoestima das populações que também nesses eventos têm um escape que possibilita uma recuperação psicológica, que também é importante para as pessoas.
Pode ser que passado o calor do momento os eventos regressem, para o bem de todos, porque as tragédias não nos podem fazer ficar parados, com o pensamento no que é mau.

18/02/2026
 

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