António Tavares
Editorial
O Dia Internacional da Mulher é celebrado no próximo domingo, 8 de março, assinalando as lutas por direitos, igualdade e justiça social das mulheres, com raízes em manifestações trabalhistas e feministas no final do século XIX e início do século XX.
Entre essas lutas estão a de melhores condições e direitos, iniciadas em 1910, nos Estados Unidos da América (EUA). Depois há também a destacar a greve das operárias Russas, em 1917, sob o lema Pão e Paz.
Apesar de tudo isto, sem em 1975, é que a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou 8 de março como Dia Internacional da Mulher.
Essa conquista, no entanto, não significa que as mulheres tenham, por exemplo, alcançado a igualdade com homens no mercado de trabalho. A prova disso é ainda atualmente, mesmo em países civilizados e desenvolvidos, as mulheres têm dificuldade de acesso a algumas carreiras e é habitual haver um desfasamento entre o que os homens e as mulheres recebem por executar tarefas iguais, com esta a receberem menos.
É por tudo isto que faz sentido assinalar o Dia Internacional da Mulher e que a luta continue, até que se elimine completamente a discriminação entre mulheres e homens, não apenas no mundo laboral, mas em todas as áreas, como a vida familiar e social, entre outras.