António Tavares
Editorial
Os efeitos da depressão Kristin, registada a 28 de janeiro, e das que se lhe seguiram, continuam a fazer-se sentir, passado pouco mais de um mês. Obviamente, que ainda há muito por fazer até que se consiga regressar à normalidade, sendo que no caso da natureza, como, por exemplo, no que respeita a árvores que foram derrubadas, demorará muitos anos até que outras novas cresçam e devolvam o verde.
Mas a Região está também a ser afetada por outro problema, que de acordo com o que foi avançado, que resulta do facto da Linha da Beira Baixa não poder ser utilizada na sua totalidade, como resultado dos danos provocados pelo mau tempo.
Ou seja, parte da Região está privada do serviço ferroviário e aquela que não está vê-se confrontada com uma redução da frequência de composições e com a supressão do Intercidades.
Com isto a Região fica mais pobre e ainda com mais problemas, seja a nível económico, seja ao da acessibilidade para as pessoas, porque são muitas, como trabalhadores e estudantes que se veem sem poder utilizar este mês de transporte.
As reparações demoram tempo a ser realizadas, não haja dúvida, mas meio ano é um período de tempo muito significativo.
Por isso, são muitas as vozes, dos mais diferentes quadrantes, que exigem que a circulação na totalidade da Linha da Beira Baixa seja reposta o mais rápido possível, para que o Interior, mais uma vez, não seja prejudicado e fique para trás.
Neste caso fica ainda o exemplo a seguir noutros, que é a união na defesa de um bem que é para todos.