Castelo Branco presente no encontro internacional Sete Sóis Sete Luas
A Câmara de Castelo Branco marcou presença no 23.º Encontro Internacional das Cidades e Instituições da Rede Cultural do Festival Sete Sóis Sete Luas, que decorreu na cidade de Azemmour, em Marrocos, entre os dias 17 e 19 de abril.
O evento teve como principal objetivo reforçar o diálogo intercultural e os laços de cooperação artística entre as cidades que integram a Rede Sete Sóis Sete Luas, promovendo a valorização das identidades locais.
Além da comitiva marroquina, o encontro contou com a participação de presidentes de câmara e representantes de vários países ligados a esta rede cultural internacional, nomeadamente Portugal, Espanha, França, Itália e Cabo Verde.
Estiveram também presentes o embaixador de Portugal em Marrocos, Luís Faro Ramos; o presidente honorário do Festival, Jorge Carlos Fonseca; o diretor artístico do Festival e impulsionador desta iniciativa, Marco Abbondanza; bem como o presidente da Câmara de Azemmour, o Governador de El Jadida e o presidente da Associação Provincial da Cultura de El Jadida.
As sessões de trabalho centraram-se na integração de novas cidades na rede, no desenvolvimento de projetos de intercâmbio artístico e cultural, na avaliação dos centros de festivais e na assinatura de uma nova carta estratégica que delineará o futuro desta plataforma internacional.
A Câmara de Castelo Branco esteve representada pelo presidente Leopoldo Rodrigues, acompanhado pelo adjunto do Gabinete de Apoio à Presidência, Nuno Machado, e pela chefe da Divisão de Desenvolvimento Económico, Inovação e Promoção Territorial, Susana Farinha, que participaram nas atividades oficiais a convite da organização do Festival.
Além de Castelo Branco, estiveram presentes outros municípios portugueses, nomeadamente Ponte de Sor, Oeiras, Odemira, Pombal, Mafra, Montemor-o-Novo e Elvas.
Durante a reunião, Leopoldo Rodrigues destacou que “a cultura não é um adorno dos territórios. É uma força que os liga e cria encontro, confiança, circulação, notoriedade e economia” e sublinhou que “a cultura cria oportunidades e trabalho para artistas, técnicos, produtores, restauração, alojamento, comércio local e comunicação. Cria dinamismo nas ruas, atrai públicos, dá visibilidade aos territórios e constrói identidades reconhecíveis”.
Leopoldo Rodrigues destacou que “não devemos falar da cultura como despesa. Devemos falar da cultura como investimento em identidade, em coesão, em visibilidade e em presente com futuro” e a acrescentou que “o Festival Sete Sóis Sete Luas não leva apenas espetáculos de cidade em cidade, leva relações, circulação de artistas e públicos e novas formas de cooperação entre municípios, regiões e países”.
Paralelamente às reuniões, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o património cultural de Azemmour e da região envolvente, com visitas ao Museu do Artesanato, à casa do pintor Abdelkarim Elazhar, à Medina e aos vestígios portugueses em El Jadida.
O programa incluiu ainda uma visita à capitania do porto e uma travessia do Rio Oum Er-Rbia com pescadores locais.