EDUCAÇÃO
Luís Farinha está empossado como novo presidente do Politécnico
O novo presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), Luís Farinha, já foi empossado no cargo, assumindo o compromisso de liderar a transformação da instituição na futura Universidade Politécnica de Castelo Branco. Na intervenção que encerrou a cerimónia pública de tomada de posse, defendeu uma instituição “mais ambiciosa, mais reconhecida e mais próxima das pessoas”, assente na inovação, na excelência académica e científica e numa forte ligação ao território.
A tomada de posse decorreu em sessão pública do Conselho Geral, no auditório da Escola Superior Agrária (ESA) de Castelo Branco.
A cerimónia teve início com um momento musical assegurado por estudantes da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) de Castelo Branco, seguindo-se as intervenções do presidente do Conselho Geral, João Carrega; da presidente da Associação Académica de Castelo Branco, Leonor Ferreira; do presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Luís Loures; e do presidente cessante do Politécnico, António Fernandes.
Na abertura da sessão, João Carrega destacou o papel do Politécnico enquanto “instituição âncora para o desenvolvimento da Beira Baixa” e defendeu “o reforço da rede pública de Ensino Superior, em particular nas regiões do Interior”. Alertando para “os riscos de políticas centralizadoras e de eventuais processos de concentração de instituições”, apelou “à união da comunidade académica e dos parceiros institucionais na defesa do Ensino Superior Politécnico”. Manifestou ainda confiança na nova equipa liderada por Luís Farinha, considerando que “os próximos quatro anos serão determinantes para o futuro da instituição e para o processo de criação da Universidade Politécnica de Castelo Branco”.
Por seu lado, António Fernandes, fez um balanço dos mais de 12 anos em que integrou a Presidência do Politécnico, primeiro como vice-presidente e, posteriormente, como presidente. Destacou o crescimento do número de estudantes, a renovação e diversificação da oferta formativa, a integração em programas de doutoramento, a participação na Universidade Europeia BAUHAUS4EU e a modernização das infraestruturas, impulsionada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Considerando que deixa “uma instituição preparada para o futuro”, desejou a Luís Farinha “um mandato de sucesso”, afirmando que “o sucesso do senhor presidente será, acima de tudo, o sucesso do nosso Politécnico”.
Após estas intervenções realizou-se o ato formal de tomada de posse de Luís Farinha como presidente do Politécnico.
Na mesma sessão também foram empossados os membros da nova equipa da Presidência, constituída por Paulo Silveira, Maria Constança Rigueiro e João Neves, que são os novos vice-presidentes, enquanto Carlos Sampaio foi empossado como administrador do Politécnico e dos Serviços de Ação Social.
A cerimónia continuou com um novo momento musical, com a atuação da Orquestra de Saxofones da ESART.
No discurso de tomada de posse Luís Farinha afirmou que “a transformação (do IPCB) em Universidade Politécnica de Castelo Branco será mais do que uma alteração de nome. Não é uma mudança cosmética. Não é um gesto administrativo. É uma mudança de patamar, de exigência e de responsabilidade pública”, e defendeu uma Universidade Politécnica “por convicção”, assente na investigação aplicada, na inovação, na proximidade às pessoas e na valorização do território.
Sob o lema + IPCB: Impulsionar o Futuro, Valorizando as Pessoas, Luís Farinha apresentou as principais linhas orientadoras do mandato, centradas “na inovação pedagógica, na excelência académica e científica, na internacionalização, na modernização dos serviços, na valorização dos estudantes e dos trabalhadores, na qualificação dos campi e no reforço da ligação entre o Ensino Superior, as empresas, as autarquias e as restantes instituições da Região”.
Dirigindo-se à comunidade académica, apelou à participação de estudantes, docentes, investigadores e trabalhadores não docentes na construção deste novo ciclo institucional, defendendo “uma liderança próxima, transparente e orientada para resultados”, e realçou que “este não é o projeto de uma Presidência. É o projeto de uma comunidade”, sublinhando que o futuro do Politécnico depende do “compromisso coletivo e da capacidade da instituição continuar a afirmar-se como motor de desenvolvimento da Beira Baixa”.