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Clepsydra
01/03

A Alma Azul, em parceria com a Câmara de Castelo Branco, dinamiza, no próximo dia domingo, 1 de março, às 15 horas, no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, uma leitura comunitária de Clepsydra, para assinalar o centenário de Camilo Pessanha.
Trinta pessoas, das mais variadas profissões, darão voz à poesia de Camilo Pessanha, após a leitura de Cantiga, Partindo-se, de João Roiz de Castelo Branco, numa manifestação literária e cultural que unirá Castelo Branco e Coimbra.
A produtora de atividades literárias, com sede em Alcains, sempre teve em Camilo Pessanha uma âncora no seu trabalho de divulgação da Poesia em Língua Portuguesa, especialmente através da edição de Clepsydra, obra nuclear do simbolismo português, que na edição da Alma Azul conta com um texto de introdução de Eugénio de Andrade, Camilo Pessanha, o Mestre, em que o poeta de Póvoa de Atalaia revela a descoberta de Clepsydra como um marco na sua vida, e se sente o herdeiro da poesia musical do poeta de Coimbra.
Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa, algumas décadas antes também celebraram com júbilo a poesia de Camilo Pessanha.
É justamente a partir do livro Clepsydra, que reúne toda a obra poética de Camilo Pessanha que a Alma Azul e a Câmara de Castelo Branco celebram o valor intemporal da poesia que vai de João Roiz de Castelo Branco a Camilo Pessanha.
De João Roiz de Castelo Branco a Camilo Pessanha une não só a poesia de João Roiz a Pessanha, mas também as cidades de Castelo Branco e Coimbra, ambas vítimas das tempestades que assolaram recentemente o País e que, no caso de Castelo Branco, motivaram a deslocação da leitura comunitária da celebração da poesia de Camilo Pessanha, do Parque da Cidade, onde está o famoso poema manuscrito Cantiga, Partindo-se em azulejo, obra de Manuel Cargaleiro, para o Museu Francisco Tavares Proença Júnior.
É para valorizar o património literário comum que a Alma Azul assinala o centenário do falecimento de Camilo Pessanha, no próximo domingo, 1 de março, em Castelo Branco, que coincide também com o Dia da Universidade de Coimbra, onde o poeta estudou Direito, e onde muitas personalidades marcantes da vida cultural da Beira Baixa também estudaram, entre elas Francisco Tavares Proença Júnior.
A iniciativa marca o início do encontro de poesia O Navio de Espelhos que terá uma itinerância por Alcains, Castelo Branco, Coimbra, Porto e Salgueiro do Campo, numa edição que a Alma Azul classifica de número zero, marcando para o 2027, o alargamento do encontro a outras cidades, vilas e aldeias do País.

 

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24/01 a 28/03
Well-being SceneryGaleria Castra Leuca Arte Contemporânea, Castelo Branco
11/02 a 30/04
RequintinhaCentro Cultural Raiano, Idanha-a-Nova
01/03
ClepsydraMuseu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco

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