PRÉMIO INTERNACIONAL DE POESIA ANTÓNIO SALVADO – CIDADE DE CASTELO BRANCO
Vencedores recebem prémios em julho no III Encontro Roiz
Aviões com nomes de poetas, de José Jorge Letria, e Retratos y figuraciones, de Ramón Garcia Mateos, são os vencedores da terceira edição do Prémio Internacional de Poesia António Salvado – Cidade de Castelo Branco, em língua portuguesa e em língua castelhana, respetivamente.
Refira-se que o Prémio, organizado pela Junta de Freguesia de Castelo Branco, com o apoio da Câmara de Castelo Branco, teve nesta edição o maior número de participantes, uma vez que a concurso se apresentaram 1.123 poetas/escritores em representação de 19 países, que foram Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Suécia, México, Cuba, República Dominicana, Brasil, Peru, Venezuela, Argentina, Chile, Estados Unidos da América, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Princípe.
Dos mais de mil trabalhos apresentados foram selecionados 514, de entre os quais foram escolhidas 24 obras finalistas, 12 em português e 12 em castelhano.
Foi deste lote que o júri presidido por Alfredo Pérez Alencart e que integrava António dos Santos Pereira, Enrique Cabero, Leocádia Regal, Manuel Nunes, Maria de Lurdes da Gouveia Costa Barata e Paulo Samuel, escolheu os dois vencedores, um de dada língua, que foram conhecidos esta segunda-feira, 20 de fevereiro, na cerimónia realizada na Câmara de Castelo Branco, no decorrer da qual também foram apresentados os parabéns a António Salvado, que nesse dia completou 87 anos, mas que não pode estar presente por motivos de saúde.
Os prémios, que são 2.500 euros e a edição bilingue das obras, para cada um dos vencedores, serão entregues em julho, no decorrer do III Encontro Roiz – Lugares de Poesia, Prémio Internacional de Poesia António Salvado – Cidade de Castelo Branco.
De realçar que na edição deste ano do Prémio Internacional de Poesia António Salvado – Cidade de Castelo Branco, o júri, “dado o elevado nível das obras finalistas, decidiu atribuir quatro menções honrosas a duas obras finalistas em língua portuguesa e a duas obras finalistas em língua castelhana”.
Assim, foram distinguidas as obras Tão logo a tela escurece, do autor Brasileiro Luís Pimentel; As entranhas da alma proscrita, do autor Português Carlos Nuno Granja; Cuando seamos viento, do autor Espanhol José Manuel Jaén Bernuz; e Canción de posguerra, do autor Cubano Rubiel Alejandro Gonçález Labarta.
Na cerimónia de apresentação dos vencedores do Prémio Internacional de Poesia António Salvado – Cidade de Castelo Branco, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, começou por afirmar que “é com muito agrado, neste dia em que o poeta António Salvado celebra o seu aniversário, que anunciamos os vencedores”.
Leopoldo Rodrigues recordou as origens do Prémio, ao relembrar, enquanto presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, a “viagem que fiz a Salamanca, para convidar Alfredo Pérez Alencart para esta viagem aventura”, para referir que passados estes anos “as coisas correram muito melhor do que tínhamos imaginado”.
O autarca sublinhou que António Salvado “dá dimensão a este Prémio” e avançou que “muito temos trabalhado para promover o Prémio. Para dignificar a pessoa de António Salvado e também Castelo Branco”.
Leopoldo Rodrigues frisou também que “o Prémio tem muitas condições. Temos um caminho para fazer, para afirmar esta ligação entre Portugal e Espanha, sendo que António Salvado é o cimento que cola esta iniciativa”.
No final da intervenção reiterou “os parabéns a António Salvado”, desejando que “continue a fazer poesia e que continue a ser um vulto de Castelo Branco”.
Na mesma linha, Alfredo Pérez Alencart garantiu que a “terceira edição do Prémio Internacional de Poesia António Salvado – Cidade de Castelo Branco é a melhor de todas”.
Alfredo Pérez Alencart fez ainda questão de realçar que “dos 12 livros de cada língua, qualquer um podia ganhar” para, deste modo, fazer sobressair que “há um nível maravilhoso, de grande qualidade, neste Prémio”.
O Presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, José Dias Pires, também começou por “dar os parabéns a António Salvado, pelos seus 87 anos”, para acrescentar que “este Prémio faz jus, nas suas três edições, ao poeta que é o seu patrono” e destacar que, “nós que estamos mais próximos de António Salvado, temos a felicidade de ter em Castelo Branco um dos maiores poetas vivos, porque ele optou em ficar em Castelo Branco, na vez de ficar por Lisboa”, sendo este “um valor que deve ser reconhecido, pela sua importância, para Castelo Branco e para o País”.
No que se refere aos premiados, José Dias Pires chamou a atenção para o facto de serem “dois nomes de grande dimensão na cultura portuguesa e espanhola”.
Já quanto às menções honrosas, adiantou que “Luís Pimentel é um dos grandes poetas brasileiros; Carlos Nuno Granja é um autor jovem e é considerado um dos grandes animadores das bibliotecas escolares e dinamizador do Festival Literário de Ovar; José Manuel Jaén Bernuz é muito premiado em Espanha; Rubiel Alejandro González Labarta é um jovem porta Cubano, que já ganhou os seis principais prémios do poesia da América Central”.
Por tudo isto, José Dias Pires assegurou que “esta edição do Prémio Internacional de Poesia António Salvado – Cidade de Castelo Branco nos enche de orgulho” e perante o elevado número de participantes admitiu que, “ se calhar, temos que limitar o número de inscrições, caso contrário poderemos não ter capacidade de leitura para todos os poemários que são apresentados”.
António Tavares