Edição nº 1825 - 3 de janeiro de 2024

APRESENTA RAZÕES EM COMUNICADO
Alma Azul corta relações com a Câmara e tem resposta de Leopoldo Rodrigues

A Alma Azul avança, em comunicado, que “cortou relações com o Município do Castelo Branco devido a duas situações que considera graves”, que se relacionam com o aluguer de uma loja no Mercado de Alcains e com uma atividade que era para ser dinamizada na cafetaria do Museu do Canteiro.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, confrontado com a situação, avança à Gazeta do Interior que “está no direito dela” e realça que “da nossa parte continuaremos a trabalhar no programa cultural da Câmara de Castelo Branco, que não pode, em nenhuma circunstância, estar sujeito a interesses particulares, como é o caso de Elsa Ligeiro e da Alma Azul”.
Leopoldo Rodrigues vai ainda mais longe ao destacar que “a Elsa Ligeiro tenta condicionar a Câmara e as decisões da Câmara e isso não é possível em nenhuma circunstância”.
Quanto às razões que levaram ao corte de relações com a Câmara, é adiantado, no comunicado, que “a primeira iniciou-se em 29 de dezembro de 2022, sim, há mais de um ano, com a entrega de uma carta em plena Assembleia de Freguesia de Alcains, de uma proposta de aluguer de uma loja no Mercado de Alcains para o desenvolvimento do seu projeto Em Nome da Beira, dedicado aos produtos regionais e culturais da Beira Baixa, que queria apresentar com destaque em 2024, ano em que a Alma Azul completa 25 anos de trabalho.
No dia 31 de dezembro de 2023, a Alma Azul ainda não obteve qualquer resposta, apesar de várias tentativas através da Junta de Freguesia de Alcains que sempre nos dá uma resposta evasiva e atribui a responsabilidade ao Município de Castelo Branco, responsável pelo espaço, e a quem entregou a carta entregue pela Alma Azul em Assembleia de Freguesia de 29 de dezembro de 2022.
Da parte da Junta de Freguesia de Alcains sempre recebemos uma resposta, evasiva, mas uma resposta, o que não aconteceu por parte do Município de Castelo Branco, que até dia 31 de dezembro 2023, mais de um ano passado, ainda não respondeu à solicitação da Alma Azul com uma resposta, seja ela qual for: Não, sim, se…”.
Perante isto a Alma Azul afirma que “convenhamos, uma microempresa que deslocou a sua sede do Concelho de Coimbra para o de Castelo Branco merece (merecem todas, como é óbvio) mais.
Resumindo, a Alma Azul quer desenvolver o seu projeto Em Nome da Beira que passa por dinamizar o Mercado de Alcains e por uma loja de produtos regionais e culturais na vila (que pretende depois estender a Coimbra); envia uma proposta para alugar uma das lojas no Mercado de Alcains e um ano depois: nenhuma resposta”.
Acrescenta que “como já o escrevemos, a Alma Azul vai assinalar o seu 25.º Ano de trabalho (Coimbra, 1999 – Alcains, 2024) e na perspetiva de a primeira iniciativa do programa de aniversário se realizar em Alcains, enviou uma carta com uma proposta de uma sessão literária, dedicada ao conto de Sophia de Mello Breyner Andresen, Os Três Reis do Oriente, a realizar na cafetaria do Museu do Canteiro, espaço que desde há muitos, muitos anos, dedica exposições de presépios nesta quadra, no dia 6 de janeiro de 2024, à hora que o Museu achasse conveniente.
O apoio pedido, de ajuda à produção da sessão literária e ao 25.º Aniversário da Alma Azul, seria apenas a aquisição de alguns livros da Coleção O Navio de Espelhos, de homenagem a Mário Cesariny, com texto de Eugénio de Andrade.
A carta seguiu no dia 27 de novembro, e até dia 31 de dezembro, nem uma resposta: Não, sim, se…”.
Pelo meio a Alma Azul informa que “a sessão do dia 6 de janeiro já está preparada, e caso uma resposta afirmativa chegasse até dia 31 de dezembro, a sessão realizava-se.
Não chegou.
Nada.
Apesar de vários pedidos da Alma Azul para nos enviarem uma resposta.
Perante esta situação, não nos resta outro caminho que a anular a apresentação da sessão do próximo dia 6 de janeiro, em Alcains, e excluir o Município de Castelo Branco do programa do 25.º Aniversário da Alma Azul que continuará em outros concelhos.
No entanto, e devido ao investimento já efetuado no projeto Em Nome da Beira, a Alma Azul continua interessada (e à espera de uma resposta) para o aluguer de uma loja no Mercado de Alcains, de modo a articular com outros investimentos já realizados, o projeto com que a produtora de atividades culturais pretende investir no desenvolvimento local e na vila de Alcains”.
A Alma Azul avança ainda que “no ano em que se comemora os 50 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974, ter que prestar este tipo de esclarecimento público, envergonha qualquer democracia que se preze.
O poder autárquico é o mais próximo das dinâmicas socioeconómicas e culturais de um país.
Não funcionarem de modo a receberem com entusiasmo e apoiarem as contribuições das micro e pequenas empresas, revela bem a alienação que o poder autárquico mostra para com os problemas dos seus concidadãos e especialmente com os mais pró-ativos do seu território.
O que convenhamos, empobrece o território”.
António Tavares

03/01/2024
 

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