António Tavares
Editorial
Há situações que é ver para crer e, mesmo assim, é difícil, devido ao caricato do caso, apesar de se tratar de uma matéria na área da saúde.
Então é assim, o utente recebeu, dia 21 de maio, uma carta com a marcação de uma consulta externa no Hospital Amato Lusitano (HAL) de Castelo Branco, para, imagine-se dia 12 de maio, ou seja, se quisesse comparecer teria que viajar no tempo, recuando mais de uma semana.
Mas o incompreensível não fica por aí. O ofício tem data de 29 de abril, a consulta é dia 12 de maio, mas o carimbo da Unidade de Gestão de Tratamento e Documentação Interna/Externa – UDT da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), é de 15 de maio. Sim, 15 de maio, ou seja, quando a carta foi enviada já a consulta tinha sido, havendo que a somar a isso se coloca também a entrega pelos correios, que só acabou por acontecer a 21 de maio.
Resumindo e concluindo, por muito que o utente quisesse era-lhe completamente impossível comparecer à consulta, que era importante, como tudo o que está relacionado com a saúde.
A ausência só não se confirmou, porque o utente utiliza a APP SNS 24, mas muitas pessoas não têm a aplicação instalada e para pessoas mais idosas até é mais complicado, porque, por vezes não sabem ler nem escrever e, muito menos, lidar com as novas tecnologias.
Fica o absurdo de toda a situação, sendo que é por casos como este que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é criticado, com a certeza que com a saúde não se brinca.