João Belém
BOM SENSO …..
O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar
mais bom senso do que aquele que têm.
René Descartes
O bom senso está ligado à ideia de sensatez, sendo uma capacidade intuitiva de distinguir a melhor conduta em situações específicas que, muitas vezes, são difíceis de serem analisadas mais longamente. Para Aristóteles, o bom senso é “elemento central da conduta ética”.
O bom senso deve ser utilizado em todas as situações da nossa vida, pois é a capacidade de avaliar uma situação de forma equilibrada e sensata, levando em consideração diversos aspetos, como as consequências de nossas ações, o impacto sobre os outros e a ética envolvida.
Devemos usar o bom senso nas nossas decisões diárias, tanto pessoais quanto profissionais, para evitar conflitos, manter relacionamentos saudáveis e agir de forma responsável. É importante também considerar o contexto em que estamos inseridos e as informações disponíveis para tomarmos a melhor decisão possível.
Além disso, o bom senso ajuda-nos a lidar com situações de forma empática, respeitando a diversidade de opiniões e procurando soluções que beneficiem todos. É importante também confiar na nossa intuição e experiência, mas sempre estar aberto a novos conhecimentos e pontos de vista.
Assim bom senso pode:
1 - Ser o senso comum em bem julgar nas questões concretas, que é atribuído a todos com maior ou menor intensidade.
2 - Designar as pessoas em seu estado normal. Daí dizer-se, quando alguém é tomado pela paixão ou pela cólera, que perdeu o bom-senso.
3 – Empregar-se para aqueles que falham, ou não em seus julgamentos. Diz-se que têm ou não têm bom senso.
Para Descartes é a faculdade de saber julgar bem e distinguir a verdade do erro, e cita expressamente como sinónimo a “razão” dizendo que essa faculdade, naturalmente, é igual em todos os homens. Mas essas duas palavras têm atualmente sentidos diferentes. Bom senso significa uma disposição de ânimo especial que ajuda a julgar de índole puramente subjetiva, ao passo que a razão, para nós, é a faculdade racional do caráter objetivo e universal.
Quando fazemos juízos de valor sobre a forma como nós, ou os outros, nos devemos comportar em determinadas situações, estamos a fazer julgamentos de ética, escolhendo uma de três abordagens possíveis:
- uma que se centra no caráter e na intenção do agente moral (a ética da virtude);
- uma que observa a ação em termos da sua adequação a um conjunto de regras (a ética deontológica);
- uma que avalia a moralidade da ação a partir das suas consequências (a ética consequencialista).
Em resumo, devemos usar o bom senso em todas as áreas de nossa vida, mas sempre refletindo sobre as nossas ações e escolhas, procurando o equilíbrio e o bom convívio com os outros.