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Edição nº 1847 - 5 de junho de 2024

INICIATIVA DA ASSOCIAÇÃO DE ESTUDOS DO ALTO TEJO E DA CÂMARA DE VILA VELHA DE RÓDÃO
Seminário reúne Geração do Tejo em torno do tesouro submerso da arte rupestre do Vale do Tejo

Cinquenta anos depois das águas terem submerso 80 por cento das figuras que constituem o complexo do Vale do Tejo, entre 24 e 26 de maio, a arte rupestre esteve em destaque em Vila Velha de Ródão, onde a Geração do Tejo se juntou a outros investigadores, gestores culturais e representantes de vários setores, para analisarem este tesouro submerso, que Jordi Pardo apelidou de “diamante em bruto”, sendo que a candidatura a património nacional está a ser avaliada.
A iniciativa organizada pela Câmara de Vila Velha de Rodão e pela Associação de Estudos do Alto Tejo teve como objetivo discutir estratégias e estabelecer parcerias que permitam conservar, investigar e dar a conhecer a um público mais vasto aquele que é o maior conjunto de arte rupestre ao ar livre do Mundo, sendo que de acordo com a organização “se saldou numa emotiva viagem ao passado e de homenagem aos membros da chamada Geração do Tejo, nome atribuído aos arqueólogos e estudantes que, a partir de finais de 1971, graças às campanhas de salvamento arqueológico, garantiram a catalogação e preservação da arte rupestre do Vale do Tejo, antes da sua submersão devido à construção da Barragem do Fratel”.
O presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, lamentou que “o enclausuramento destas gravuras pelo Estado Novo, sem qualquer escrutínio, se tenha consumado num facto sem retorno, que amputou ao Concelho de Vila Velha de Ródão um dos seus patrimónios mais representativos e significativos”. Luís Pereira aproveitou também a abertura dos trabalhos do seminário, para agradecer ao então jovem grupo de estudantes “pelo trabalho árduo, empenhado e estoico que, em tempo recorde e com parcos recursos, impediu que este valioso espólio e testemunho da ocupação humana do nosso território fosse votado ao mais sombrio esquecimento”.
A sessão de abertura ficou também marcada pelo anúncio feito por Ligia Gambini, em representação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), de que a candidatura a património nacional do Complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo se encontra a ser avaliada pelo Património Cultural, o novo instituto público que veio substituir a Direção Geral de Cultura, após ter recebido parecer favorável da Unidade Cultura da CCDRC.
Organizado em torno de quatro sessões, ao longo de dois dias, com um terceiro dia dedicado a uma visita de campo às gravuras rupestres do Cachão de S. Simão, o seminário serviu de mote para recordar o contexto em que ocorreram as campanhas de salvamento arqueológico dos anos 70 do século passado, assim como as técnicas inovadoras então utilizadas e desconhecidas em Portugal, como a produção de moldes de latex ou o uso da fotografia, e reuniu investigadores internacionais que apresentaram uma visão integrada da arte rupestre na Península Ibérica, nos países nórdicos e na Escócia.
A importância do desenvolvimento de modelos de gestão integrada do património cultural e arqueológico, que garantam a viabilidade, sustentabilidade e comunicação adequada dos projetos desenvolvidos foi tema da última sessão do encontro, onde Jordi Pardo, da empresa Nartex Barcelona, que se dedica ao desenvolvimento de projetos culturais e turísticos, destacou que o tempo, o espaço e a autenticidade são aspetos cada vez mais valorizados. Lembrando que a cultura não deve ser encarada como uma despesa, mas antes considerada pelo impacto positivo que tem no produto interna bruto (PIB) dos países, classificou a arte rupestre do Vale do Tejo como “um diamante europeu por descobrir”, que importa divulgar com um olhar posto no futuro.
A par dos trabalhos, o seminário destacou-se ainda pela apresentação do livro Memórias Arqueológicas do Vale do Tejo, de António Martinho Batista, que reconstitui as campanhas de salvamento arqueológico dos anos 70 e seguintes e oferece um registo único deste capítulo da história da arqueologia nacional, que se justificava ser melhor conhecido.
A apresentação do projeto do Centro Interpretativo da Arte Rupestre do Vale do Tejo (CIART) e o anúncio da sua reabertura em outubro deste ano marcaram o final da tarde de sábado, dia 25 de maio. Alvo duma intervenção de requalificação que representou um investimento superior a um milhão de euros e manteve apenas as paredes exteriores do edifício anterior, o espaço foi alvo de uma ampliação que permitiu aumentar consideravelmente as galerias expositivas e criar novos espaços polivalentes e uma nova entrada, encontrando-se em fase de conclusão a instalação do novo projeto de museografia.

05/06/2024
 

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